Uma mulher de 70 anos foi submetida a cirurgia para retirar um cálculo de 4 centímetros da bexiga. O procedimento ocorreu nesta semana no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, após anos de sintomas confundidos com infecção urinária. Segundo o urologista Rafael Fraga, que realizou a operação, a paciente convivia com dor diária e dificuldade para esvaziar a bexiga.

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A paciente procurou atendimento pela primeira vez há quatro anos. Na ocasião, relatou ardência ao urinar, sangramento e idas frequentes ao banheiro. Os sintomas eram compatíveis com infecção urinária, mas também característicos de cálculo vesical. O exame identificou uma pedra de 2 centímetros. O médico explicou que a paciente adiou o tratamento e o cálculo dobrou de tamanho no período.
O urologista afirmou que cálculos na bexiga são incomuns em mulheres. Em homens, a causa mais frequente é o aumento da próstata, que dificulta a eliminação da urina. Entre mulheres, fatores como bexiga caída, estenoses (estreitamentos) do canal urinário, infecções recorrentes e pedras que descem do rim sem serem expelidas podem favorecer o problema.
A paciente relatava dificuldade constante para urinar. Em alguns momentos, precisava deitar-se para conseguir esvaziar a bexiga. Também sentia dor na região inferior do abdômen, abaixo do umbigo. Fraga explicou que esses são sinais típicos de cálculo vesical de maior volume.
O diagnóstico foi confirmado com tomografia e cistoscopia, exame que utiliza uma microcâmera para visualizar o interior da bexiga. Segundo o médico, cálculos maiores que 1 centímetro raramente são eliminados espontaneamente e exigem cirurgia.
O urologista apresentou duas opções de tratamento: a retirada por incisão de cerca de 7 centímetros na região inferior do abdômen ou o uso de microcâmera para fragmentar a pedra por dentro da bexiga. A equipe optou pela segunda técnica. A cirurgia durou duas horas e meia. O cálculo foi quebrado e totalmente removido.
Fraga afirmou que a paciente teve boa recuperação e deixou o centro cirúrgico sem resíduos do cálculo. Ele destacou que o receio de procedimentos médicos é um dos motivos que levam pacientes a adiar o tratamento, o que favorece o crescimento das pedras e o agravamento dos sintomas.



