política

“Perdi porque me sacanearam”, diz Perondi sobre eleição de 2024 ao refutar polêmica religiosa em Pelotas

Convidado do Primeira Hora desta quarta-feira (20), Perondi detalhou os bastidores do pleito passado e anunciou sua pré-candidatura como deputado federal pelo PL

Na manhã desta quarta-feira (20), o programa Primeira Hora recebeu como convidado especial o advogado, empresário e pré candidato a deputado federal Marciano Perondi (PL), que compartilhou detalhes de sua meteórica trajetória no cenário político de Pelotas e suas projeções para o desenvolvimento da região sul.

Marciano Perondi é condenado a indenizar família de ciclista morto em atropelamento na BR-116
Foto: Alice Campos

Polêmicas do pleito municipal de 2024

Mesmo residindo há pouco tempo em Pelotas, o empresário articulou diretamente sua candidatura majoritária em 2024, impondo sua condição de concorrer ao Executivo para consolidar sua filiação e alcançando uma expressiva votação que quase o levou à prefeitura, sendo derrotado por uma estreita margem de apenas 1.263 votos.

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O processo eleitoral, contudo, foi marcado por fortes ataques e controvérsias que o empresário atribui a manobras de opositores, especialmente o episódio envolvendo a acusação de desrespeito religioso em relação ao monumento do Bará no centro histórico, situação que ele veementemente refuta ao esclarecer que estava posicionado ao lado da estrutura, e não sobre ela. Ao analisar o resultado, Perondi lamentou o desfecho pelo impacto no futuro do município, afirmando que “perdi a eleição porque me sacanearam muito” e pontuando que, embora siga sua vida bem-sucedida na iniciativa privada, considera o resultado uma perda para a cidade diante de tudo o que pretendia mudar e implementar.

Novos horizontes federais

Superado o pleito municipal, Marciano Perondi agora projeta suas ambições para as eleições de 2026 como pré-candidato a deputado federal pelo PL, defendendo o alinhamento ideológico com o candidato Zucco para o governo do estado e criticando a atual gestão de Eduardo Leite e as correntes de esquerda que, segundo ele, travam o avanço econômico.

Para o empresário, a representação da metade sul em Brasília demanda líderes com mentalidade corporativa, capazes de ir além das funções legislativas tradicionais para atuar diretamente na atração de indústrias, no fomento do setor metalmecânico e na valorização da força agrícola da região. Ao adicionar que articulação política também deve servir como motor de investimentos privados, Perondi conclui enfatizando a necessidade de uma mudança cultural na governança pública: “A gente precisa de um governo que trabalhe pro desenvolvimento do nosso estado e que trate quem quer empreender com o devido respeito”.