SAÚDE

Pneumologista destaca novos tratamentos para DPOC e mudanças no combate à pneumonia

Marcelo Mallmann explicou os novos protocolos e alertou sobre golpes envolvendo consultas médicas

O pneumologista Marcelo Mallmann participou da programação da Rádio Acústica FM nesta sexta-feira (21) e abordou importantes atualizações da área da saúde respiratória, destacando novos tratamentos para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mudanças nos protocolos para tratamento de pneumonias e um alerta à população sobre tentativas de golpe envolvendo consultas médicas.

Pneumologista destaca novos tratamentos para DPOC e mudanças no combate à pneumonia
Foto: Alice Campos/Acústica FM

Durante a entrevista, o médico relatou sua participação em eventos científicos realizados recentemente em São Paulo e no encontro promovido pela Sociedade Gaúcha de Pneumologia. Segundo ele, os debates trouxeram informações relevantes sobre novas terapias e consensos clínicos que vêm orientando a prática médica.

Entre as novidades, Mallmann destacou a liberação de novos medicamentos para pacientes com DPOC, entre eles o mepolizumabe, aprovado pelos órgãos reguladores brasileiros. O especialista explicou que o tratamento representa uma alternativa importante para pacientes considerados “exacerbadores”, ou seja, aqueles que sofrem crises frequentes da doença e necessitam de atendimentos hospitalares recorrentes.

Outro tema abordado foi o novo consenso para tratamento da pneumonia adquirida na comunidade. Conforme o pneumologista, estudos recentes indicam que o tempo de tratamento pode ser significativamente menor do que o adotado anteriormente. Para pacientes com menos de 60 anos, sem comorbidades e que desenvolvem a doença fora do ambiente hospitalar, o período recomendado pode ser de apenas três dias.

Já para os casos que exigem internação, a recomendação atual prevê tratamento por até cinco dias, desde que haja boa resposta clínica. Mallmann ressaltou que a origem da infecção é um fator fundamental para definir a estratégia terapêutica, uma vez que as bactérias encontradas em hospitais e unidades de terapia intensiva costumam apresentar maior resistência aos medicamentos.

O médico também explicou a diferença entre a pneumonia adquirida na comunidade e as infecções hospitalares. Segundo ele, quando os sintomas surgem fora de hospitais ou até 48 horas após a internação, o caso ainda é classificado como pneumonia adquirida na comunidade. Em contrapartida, pacientes que desenvolvem a doença durante períodos prolongados de internação ou sob ventilação mecânica apresentam riscos maiores e necessitam de abordagens específicas.

Pneumologista alerta sobre golpes

Ao final da entrevista, Marcelo Mallmann fez um alerta à população sobre tentativas de fraude utilizando números clonados de consultórios médicos. O pneumologista relatou que criminosos têm se passado por funcionários de clínicas para solicitar pagamentos antecipados de consultas agendadas.

O especialista reforçou que consultas em seu consultório e em diversos outros serviços médicos são pagas apenas no momento do atendimento. Por isso, orientou os pacientes a desconfiarem de mensagens ou ligações solicitando depósitos antecipados e a confirmarem qualquer informação diretamente com a equipe responsável pelo agendamento.

Segundo Mallmann, o golpe tem atingido diferentes profissionais da saúde e exige atenção redobrada dos pacientes para evitar prejuízos financeiros.

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