A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito que investigava denúncias de maus-tratos em um residencial terapêutico de Capão do Leão, na Região Sul do Estado. Três pessoas, o proprietário, a responsável técnica e uma cuidadora, foram indiciadas pelos crimes de tortura qualificada e associação criminosa.

A apuração, iniciada em março a pedido do Ministério Público, revelou o uso sistemático de contenção física e química como forma de castigo a pacientes, entre eles uma pessoa com deficiência. O inquérito aponta que havia ordens expressas para aplicar as punições e para ocultar as práticas ilegais.
As investigações incluíram mandados de busca e apreensão, perícia em material digital e depoimentos de testemunhas. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas demonstram a ocorrência de sofrimento físico e mental intenso nas vítimas.
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O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia. Em nota, a corporação reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos humanos e a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.





