A Corregedoria-Geral da Polícia Penal afastou por 60 dias um policial penal suspeito de participar da fuga de um detento da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas. O caso envolve Willian Ramos Silveira, preso investigado por 10 homicídios, que deixou a unidade prisional no fim de maio após, segundo as apurações, ter sido beneficiado por documentos irregulares inseridos no sistema penitenciário.

Polícia Penal confirma o afastamento
De acordo com a investigação, o nome do detento teria sido incluído indevidamente em um alvará de soltura no dia 21 de maio, substituindo os dados de outro apenado que possuía autorização judicial para deixar a prisão. A suspeita é de que a fraude tenha permitido que o preso saísse pela porta principal da unidade sem levantar suspeitas.
Conforme a Corregedoria, o servidor investigado teria utilizado a senha de acesso de um superior após alegar dificuldades para entrar no sistema. Com esse acesso, ele teria registrado informações relacionadas a um atendimento médico inexistente e realizado alterações que facilitaram a liberação irregular do detento. O caso segue sendo apurado pela Polícia Penal.
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O policial afastado atua na instituição há mais de 15 anos e já ocupou cargos de chefia, incluindo funções na área de recursos humanos e no Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), da antiga Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Atualmente, estava lotado na penitenciária de Charqueadas. As investigações buscam esclarecer todas as circunstâncias da fuga e eventuais responsabilidades de outros envolvidos.



