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Possibilidade de delação de Daniel Vorcaro movimenta bastidores em Brasília

Caso Master pressiona STF e aumenta tensão em Brasília

A possibilidade de uma delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a movimentar bastidores em Brasília após a saída do advogado Walfrido Warde da equipe de defesa. Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em novembro do ano passado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e atualmente responde em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. A defesa nega que exista qualquer proposta ou negociação de colaboração premiada.

A especulação ganhou força porque Warde é crítico do instrumento da delação e deixou o caso depois de anos representando os interesses jurídicos do empresário. A análise foi publicada pela colunista Marta Sfredo, de GZH, e ampliou o debate sobre o alcance político e institucional que uma eventual colaboração poderia ter.

Defesa nega tratativa sobre delação premiada

Em nota enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, os advogados que permanecem no caso afirmaram que a delação não foi objeto de negociação.

A manifestação foi assinada pelo criminalista Sérgio Leonardo, integrante da equipe de defesa. Segundo o comunicado, não houve tratativa formal conduzida pelo empresário ou por seus advogados.

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“Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal”, diz a nota.

Apesar da negativa, a frase sobre “colaborar com as autoridades” passou a ser interpretada, nos bastidores, como um ponto de incerteza sobre a estratégia jurídica adotada a partir de agora.

Troca na defesa acendeu alerta em Brasília

A saída de Walfrido Warde foi vista como um sinal de mudança de rumo. Como o advogado é conhecido por se posicionar contra a delação premiada, a troca alimentou a leitura de que Vorcaro poderia considerar um caminho diferente na condução do caso.

O tema gerou apreensão entre interlocutores de diferentes áreas, por causa da rede de relações atribuída ao empresário, com influência na política, na economia e no Judiciário.

Caso Master chega ao STF e aumenta tensão

A movimentação ocorre em meio à discussão sobre a tramitação do caso relacionado ao Banco Master. Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenta convencer o ministro Dias Toffoli a devolver o caso à primeira instância, segundo apuração citada no material de referência.

Interlocutores do relator, no entanto, afirmam que ele não pretende recuar.

Reportagem do Estadão cita resort no Paraná

Nesta quinta-feira (22), o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem em que a esposa do irmão de Dias Toffoli nega que o marido seja sócio de um resort no Paraná.

Na semana anterior, o mesmo jornal havia revelado que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, participou da compra de parte da fatia de dois irmãos e um primo de Toffoli nesse empreendimento.

Operação Compliance Zero e prisão em novembro

Vorcaro foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes na produção de carteiras falsificadas e indícios de envolvimento com políticos e ministros do STF.

Ele foi solto ainda no final de novembro e passou a responder em liberdade, sob condição de usar tornozeleira eletrônica.

O que muda com os rumores de delação

Mesmo com a negativa formal da defesa, a hipótese de uma delação premiada segue como tema central nas conversas em Brasília. A dúvida é o que significa “colaborar com as autoridades dentro dos limites legais” no contexto do caso.

Enquanto isso, a troca de advogados e o avanço de reportagens sobre personagens ligados ao entorno do empresário mantêm o assunto em alta nos círculos de poder.