Em entrevista ao programa Primeira Hora desta quarta-feira (18), o meteorologista Leandro Puchalski, da MetSul Meteorologia, trouxe esclarecimentos importantes sobre o cenário das chuvas intensas que atingem o Rio Grande do Sul nos últimos dias. Ele explicou que a chuva deve continuar de forma gradativa até o fim da semana, com tendência de diminuição na intensidade a partir de quinta e sexta-feira. Apesar disso, a instabilidade permanece, e ainda há possibilidade de pancadas isoladas, trovoadas e até granizo em áreas específicas do estado.

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Segundo o meteorologista, já foram registrados volumes elevados de precipitação, principalmente no centro do estado, onde algumas cidades acumularam entre 200 e 400 milímetros de chuva. Ele alertou que, mesmo com a previsão de redução, a população deve manter atenção às condições do tempo, pois episódios de tempo severo ainda podem ocorrer.
Ao comentar o início do inverno, Puchalski afirmou que a mudança astronômica não provoca alterações imediatas no padrão meteorológico. “O inverno deve ter períodos de tempo seco, mas começou com volumes altos de chuva”, ressaltou. Ele também comparou a situação atual com os eventos extremos de 2024, lembrando que, naquele ano, o fenômeno foi mais abrangente e atingiu todo o estado. Agora, o centro do Rio Grande do Sul é o mais afetado, com risco de enchentes em algumas cidades, mas sem a mesma proporção observada no ano passado.
Puchalski explicou que o quadro atual é provocado por uma corrente de jato na atmosfera, que transporta ar quente e úmido do centro-norte do Brasil, favorecendo a formação de nuvens carregadas. A expectativa é que o tempo só se estabilize quando uma massa de ar frio avançar sobre o estado, trazendo tempo seco e queda nas temperaturas.
Para os próximos dias, a previsão indica instabilidade até sexta-feira (20), seguida por melhora do tempo e mais sol no fim de semana. O início da próxima semana deve ser marcado por frio intenso, especialmente entre segunda (23) e terça-feira (24), com possibilidade de temperaturas negativas na serra e frio abrangente no Centro-Sul do Brasil. No entanto, o meteorologista pondera que ainda não há consenso sobre a duração desse frio.




