segurança pública

Presos de Camaquã podem ser transferidos para Rio Grande após conclusão de penitenciária

Medida busca reduzir superlotação do Presídio Estadual de Camaquã, que hoje abriga mais que o dobro da capacidade prevista

Presos de maior periculosidade de Camaquã deverão ser transferidos para novas vagas dos sistema prisional que estão em construção em Rio Grande. A informação foi confirmada pelo secretário adjunto de Sistema Penal, César Atilio Kurtz Rossato, durante reunião com o deputado Marcus Vinícius (PP) e prefeitos da Costa Doce.

Presos de Camaquã podem ser transferidos para Rio Grande após conclusão de penitenciária. Foto: Pablo Bierhals/Arquivo.
Presos de Camaquã podem ser transferidos para Rio Grande após conclusão de penitenciária. Foto: Pablo Bierhals/Arquivo.

O Presídio Estadual de Camaquã, projetado para 150 detentos, abriga atualmente cerca de 370 presos. Localizado em área urbana, a poucos metros de escolas e residências, o estabelecimento tem sido alvo de preocupação de lideranças regionais. A situação gera transferências frequentes de detentos para o regime semiaberto, medida criticada por representar risco à segurança da comunidade.

Em entrevista à Rádio Acústica FM nesta terça-feira (16), o deputado Marcus Vinícius destacou que a abertura da nova unidade em Rio Grande, com capacidade para 1,8 mil presos, deve aliviar a pressão sobre Camaquã. A expectativa é de que apenas apenados com conduta adequada permaneçam no município.

Estrutura precária e decisões judiciais

Em março deste ano, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (DPE/RS) conseguiu na Justiça a interdição temporária do presídio de Camaquã para novas entradas, após constatar superlotação. Em inspeção, defensores relataram até 23 detentos em celas com apenas nove camas, além de falta de ventilação, iluminação natural e condições adequadas de higiene.

Na época, presos chegaram a ser redirecionados para o Presídio Regional de Pelotas. Com a decisão revertida semanas depois, a unidade voltou a receber novos detentos, mas continua operando acima da capacidade.

Nova penitenciária em Rio Grande

A obra em Rio Grande, que prevê cerca de 1,8 mil vagas, é considerada estratégica pelo Governo Estadual. Além de absorver detentos de Camaquã, a unidade deverá receber presos de outras regiões, desafogando presídios que operam em condições críticas.

Segundo o deputado Marcus Vinícius, a transferência dos criminosos de maior periculosidade para a nova estrutura é uma medida para garantir mais segurança à população de Camaquã e melhorar o gerenciamento do sistema prisional na região Sul.

Inicialmente, segundo o parlamentar, o objetivo era buscar recursos para construção de uma nova unidade na região.

Videomonitoramento regional em debate

Durante a entrevista, Marcus Vinícius também destacou o debate sobre a instalação de sistemas de videomonitoramento. A proposta inclui a já anunciada instalação de câmeras em áreas do interior de Camaquã, em parceria com a Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD).

Segundo o parlamentar, a intenção é ampliar a iniciativa para outros municípios da Costa Doce, criando um sistema de monitoramento regional. O secretário Sandro Caron confirmou que a proposta pode ser viabilizada, seguindo o modelo já implantado na Região Metropolitana.

Cercamento eletrônico na Costa Doce é debatido em reunião no Palácio do Piratini. Foto: Gustavo Mansur/Divulgação.
Cercamento eletrônico na Costa Doce é debatido em reunião no Palácio do Piratini. Foto: Gustavo Mansur/Divulgação.

“A segurança é a primeira das liberdades. Quando se tem segurança, se consegue trabalhar, produzir, estudar e viver em paz”, destacou.

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O vereador Vitor Azambuja (PP), em entrevista à Rádio Acústica FM após sessão da Câmara de Vereadores, confirmou que Camaquã receberá duas viaturas e cinco policiais para reforço do policiamento. A informação foi reforçada pelo deputado estadual.

Entrevista completa está disponível no YouTube da Rádio Acústica FM

 

Tags: Camaquã, presos