O solstício de inverno, que ocorre exatamente às 5h25 deste domingo (21 de junho), marca o início oficial da estação mais fria do ano no Rio Grande do Sul. No entanto, a previsão do tempo nos revela que o clima congelante já é realidade para os gaúchos desde maio, acumulando mais de 20 dias com marcas negativas e mínimas que já atingiram impressionantes 6°C abaixo de zero.

A grande preocupação dos meteorologistas para os próximos meses é a consolidação do fenômeno El Niño 2026-2027. Declarado em junho, o evento climático avança rapidamente e tem altíssima probabilidade de se transformar em um “Super El Niño” no segundo semestre. Modelos climáticos internacionais indicam que o fenômeno pode igualar ou superar os históricos e destrutivos episódios de 1982/1983 e 1997/1998, atingindo seu pico extremo na primavera.
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Previsão do tempo: Frio extremo e neve no RS
A primeira metade do inverno (junho e julho) será marcada por um frio persistente e temperaturas abaixo da média histórica. A previsão do tempo aponta para uma alta frequência de madrugadas geladas, com forte formação de geada em várias regiões do estado.
Já a partir de agosto e setembro, a atmosfera deve registrar um aquecimento gradual, intercalando dias de calor com episódios pontuais de frio intenso. Especialistas alertam que, historicamente sob o efeito do El Niño, a segunda metade da estação guarda precedentes para neve tardia e acumulada entre o fim de julho e o início de setembro.
Alerta de enchentes e chuva acima da média
Segundo a previsão do tempo, o regime de chuvas sofrerá um impacto severo ao longo do inverno. Inicialmente concentrados no Paraná e em Santa Catarina, os volumes mais expressivos devem atingir o território gaúcho a partir de julho, ganhando força devastadora em agosto e setembro.
O risco de enchentes de médio e grande porte é iminente, especialmente nas bacias do Oeste (como os rios Uruguai e Ibirapuitã) e nas regiões Norte e Central, afetando diretamente rios como:
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Jacuí
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Taquari
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Caí
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Sinos
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Gravataí
Temporais, vendavais e risco de tornados
Além dos volumes históricos de chuva, a virada para a segunda metade do inverno trará uma escalada na frequência de tempo severo. Sob a influência do El Niño, cresce drasticamente o risco de temporais acompanhados de granizo, vendavais e até mesmo a formação de tornados.
O período também coincide com o auge dos ciclones extratropicais no Oceano Atlântico. À semelhança do que ocorreu no último El Niño em 2023, esses sistemas podem potencializar ventos com força destrutiva e volumes excessivos de precipitação sobre o Rio Grande do Sul.





