O Rio Grande do Sul registrou, nesta semana, o primeiro óbito decorrente da dengue no ano de 2026. A vítima, uma mulher de 83 anos com histórico de comorbidades, residia no município de Jacutinga. A confirmação foi divulgada pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e coloca as autoridades sanitárias em estado de atenção máxima.

O Perigo do “Pico de Abril”
A morte ocorre justamente no intervalo considerado mais crítico para a proliferação do mosquito Aedes aegypti em solo gaúcho. As semanas epidemiológicas de abril costumam concentrar o maior volume de contágio devido às condições climáticas. Embora o volume total de casos em 2026 esteja abaixo dos anos anteriores, a letalidade da doença preocupa o governo estadual.
Até o momento, o Rio Grande do Sul contabiliza 596 diagnósticos positivos e uma morte oficial. Para efeito de comparação, o ano de 2024 permanece como o mais letal da história recente, com um saldo de 281 óbitos e mais de 209 mil infectados.
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Sintomas e Quando Buscar Ajuda
Especialistas reforçam que a rapidez no diagnóstico é o fator determinante entre a vida e a morte. Caso apresente os sinais abaixo, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente:
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Febre alta repentina;
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Dor intensa atrás dos olhos;
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Manchas avermelhadas pelo corpo;
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Dores musculares e nas articulações;
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Vômitos e náuseas.
“A vigilância deve ser redobrada em idosos e pessoas com doenças pré-existentes, que compõem o principal grupo de risco para a forma grave da doença”, alertam as autoridades da Secretaria Estadual da Saúde.
Como prevenir a dengue?
A principal estratégia de combate continua sendo a eliminação de focos de água parada em quintais e residências. Além disso, a ampliação da cobertura vacinal e o uso de repelentes são recomendados para conter o avanço do vírus no Estado.



