Um homem de 49 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (9), em Porto Alegre, investigado pelos crimes de homofobia e perseguição contra o síndico do condomínio onde mora. Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria perseguido, ameaçado e agredido a vítima. A corporação afirma que esta é a primeira prisão preventiva por homofobia registrada no Rio Grande do Sul.

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A vítima é um professor de 42 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exerce a função de síndico em um condomínio na região central da capital. A investigação começou em junho, depois que o morador denunciou os episódios à polícia. Os conflitos, conforme a apuração, começaram em março do ano passado, pouco depois da mudança do suspeito para o edifício.
Inicialmente, as divergências estavam relacionadas a questões do condomínio, entre elas a realização de obras sem autorização e o uso de som em volume elevado durante a madrugada. Conforme a Polícia Civil, após ser questionado sobre uma obra, o investigado teria agarrado e empurrado o síndico, provocando uma lesão no braço. Depois desse episódio, teriam começado as ofensas relacionadas à orientação sexual da vítima.
Homofobia foi registrada contra o professor
Testemunhas foram ouvidas durante a investigação e, segundo a polícia, confirmaram relatos de ofensas, agressão e perseguição. Uma delas afirmou ter ouvido o suspeito dizer ao síndico: “Essa vai ser a última filmagem que tu vai fazer”. A investigação interpretou a declaração como uma ameaça de morte.
A prisão foi determinada pela Justiça e cumprida pela Polícia Civil após a localização do investigado. O homem não teve a identidade divulgada. A polícia tem prazo de dez dias para concluir o inquérito, que apura os crimes de perseguição, injúria homofóbica e homofobia.




