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Professores prometem recuperar aulas para evitar corte no ponto

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Para evitar o corte nos salários dos grevistas, o Sindicato dos Professores (Cpers-Sindicato) garantiu a recuperação das aulas perdidas durante a paralisação da categoria em protesto contra o parcelamento de salários. A definição foi apresentada na tarde desta segunda-feira (28) em reunião em Porto Alegre com o secretário Estadual de Educação, Vieira da Cunha.

Conforme a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, a proposta vai ser apresentada para o governador José Ivo Sartori e o retorno a entidade de classe já deve ocorrer nesta terça-feira (29). “Se conseguirmos reverter (o corte no ponto) será positivo”, avalia Helenir.

Caso a proposta do sindicato seja aceita, o governo se comprometeu a rodar uma folha de pagamento complementar em até dois dias do pagamento. Como os salários serão pagos dia 30 de setembro, o valor cortado deverá entrar nas contas dos professores no dia 2º de outubro.

A reunião ocorreu na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em Porto Alegre, e durou cerca de 1h30. Em nota, o secretário de educação, Viera da cunha, avaliou a proposta. “Um grande ponto de partida é a concordância e o compromisso do CPERS no sentido de orientar formalmente todos os seus filiados para que efetivamente recuperem os dias parados, uma vez repostos estes descontos. Vou ao encontro do governador verificar se é possível aceitar a proposta nestes termos.”

Pouco antes do início do encontro, o governador José Ivo Sartori disse em sua conta do Twitter que Vieira “está legitimado para negociar com o Cpers”. Também pelrede social, Sartori disse que neste processo de negociação a “principal motivação é garantir o direito das famílias e dos alunos a terem integralmente recuperadas suas aulas”.

Na manhã desta segunda-feira, Sartori já tinha discutido o assunto com secretários do núcleo de governo. Ao todo, foram registrados 25 mil registros de faltas de servidores durante os dias da greve, mas não se sabe quantos servidores este total representa. Ao todo, 90% do total corresponde a ausências na área de educação, professores e funcionários de escolas.