O promotor de Justiça Fernando Mello Müller deixará Camaquã após 1 ano e 4 meses de atuação e seguirá para Tramandaí, conforme decisão administrativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Ele chegou ao município em agosto de 2024 e trabalhou em processos criminais, no controle externo da atividade policial e no Tribunal do Júri.

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Nesse período, Müller organizou ações conjuntas com a Polícia Civil (PC), a Brigada Militar (BM) e o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro) de Camaquã. O objetivo foi ampliar a integração entre as instituições de segurança pública da comarca.
No Tribunal do Júri, o promotor atuou em 33 sessões de julgamento de crimes dolosos contra a vida. Seus pedidos foram acolhidos em 88% dos casos. O índice ajudou a reduzir o acúmulo de processos pendentes, inclusive ações antigas.
Müller também estruturou rotina de atendimento às vítimas, com reuniões de orientação e pedidos de indenização. Segundo ele, a prática está alinhada ao Movimento Nacional em Defesa das Vítimas, que busca garantir direitos como informação, apoio e reparação.
Outra frente de trabalho envolveu acordos de não persecução penal. Mais de R$ 50 mil foram destinados a melhorias na segurança local, em parceria com o Consepro. Os valores financiaram equipamentos de informática para o setor de inteligência da Brigada Militar e para o Posto Médico Legal de Camaquã.
Ao encerrar a passagem pela comarca, o promotor destacou o vínculo criado com a comunidade de Camaquã, Chuvisca, Dom Feliciano, Arambaré e Cristal e afirmou sair agradecido pela oportunidade de atuar na região.



