A influenciadora digital Fernanda Fialho morreu nesta sexta-feira (02), aos 29 anos, causando comoção entre seguidores e pessoas que acompanhavam seu trabalho nas redes sociais. A informação foi divulgada por familiares e amigos, mas a causa da morte não foi informada.

Conhecida pelo perfil @paraquetabu, Fernanda utilizava as redes sociais para compartilhar sua rotina como mulher autista, além de abordar temas ligados à maternidade atípica, saúde mental, neurodiversidade e inclusão. Seu conteúdo alcançou milhares de pessoas, reunindo mais de 160 mil seguidores no Instagram.
Natural do Rio de Janeiro, Fernanda Fialho era autista nível 2 de suporte e mãe de Ana Laura, de cinco anos, que também recebeu diagnóstico de autismo. A descoberta da condição da filha foi determinante para que Fernanda buscasse avaliação especializada e identificasse seu próprio diagnóstico.
Antes disso, a influenciadora relatava ter passado por diferentes tratamentos de saúde mental e internações psiquiátricas. Após compreender sua condição, passou a compartilhar sua experiência para conscientizar outras pessoas sobre o transtorno do espectro autista e a importância do diagnóstico correto.
Conteúdos de Fernanda Fialho
Além da atuação nas redes sociais, Fernanda também se destacou como palestrante e escritora. Em 2025, lançou o livro “A História que Meus Pais Não Contariam – Sobrevivendo sem o Diagnóstico de Autismo”, obra em que narrou sua trajetória até a descoberta do autismo e os desafios enfrentados ao longo da vida.
Nas últimas publicações, Fernanda seguia abordando questões relacionadas à vida adulta de pessoas neurodivergentes, à maternidade e à necessidade de redes de apoio para famílias atípicas. Após a confirmação de sua morte, seguidores deixaram centenas de mensagens destacando a contribuição da influenciadora para ampliar o debate sobre autismo e inclusão no Brasil.



