Os vereadores de Camaquã aprovaram por unanimidade o incentivo para a regularização de transações imobiliárias. A proposta reduz em 50% a alíquota do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para proprietários que firmaram contratos de promessa de compra e venda até 31 de dezembro de 2024, mas que ainda não lavraram a escritura pública.

A iniciativa é de autoria do vereador Claiton Silva (PDT), que defende a redução temporária do imposto como forma de destravar escrituras pendentes. O parlamentar afirma que o benefício pode facilitar a vida de compradores que pagaram pelos imóveis, mas não conseguiram concluir a transferência por causa dos custos envolvidos.
Projeto prevê desconto e parcelamento
O projeto institui redução de 50% no ITBI, fixando alíquota de 1% sobre o valor de imóveis de até R$ 300 mil. Transações acima desse limite terão tributação proporcional: até R$ 300 mil com a nova alíquota e o excedente com as taxas atuais previstas na legislação municipal.
O texto estabelece que o incentivo será válido por 180 dias a partir de 1º de janeiro de 2026, podendo ser prorrogado por igual período por ato do Poder Executivo. O pagamento do imposto poderá ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito.
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Quem pode solicitar o benefício
Para ter direito ao desconto, o contribuinte precisará abrir processo administrativo junto à Prefeitura e apresentar documentos que comprovem a transação, como contrato de promessa de compra e venda, matrícula atualizada do imóvel e formulário específico disponível no portal do município.
O benefício será concedido apenas a transações realizadas até o fim de 2024 e não se aplicará a guias quitadas anteriormente.
Regularização de imóveis antigos
Na justificativa, Claiton Silva afirma que o projeto busca corrigir distorções causadas por contratos informais, conhecidos como “contratos de gaveta”, que não constam nos registros oficiais. Segundo o vereador, a ausência de escrituração formal gera perda de arrecadação do ITBI e dificulta a atualização cadastral utilizada para cobrança de outros tributos, como o IPTU.
Projeto já foi apresentado anteriormente
A proposta não é inédita. Em 2022, Claiton Silva apresentou um projeto com o mesmo objetivo, aprovado por unanimidade na Câmara, mas vetado pelo então prefeito Ivo de Lima Ferreira. O veto foi mantido pela base governista na ocasião.
Desta vez, com nova aprovação unânime, o vereador espera sanção do prefeito, argumentando que a medida não representa renúncia de receita, já que pode atrair contribuintes à regularização e ampliar a arrecadação do município.



