Saúde pública

RS decreta emergência em saúde após alta de casos respiratórios

Hospitais operam acima da capacidade, vacinação sofre atraso e Estado amplia leitos para conter avanço de síndromes graves no início do inverno

O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde após aumento superior a 100% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A medida ocorre diante da superlotação de hospitais, especialmente na região de Porto Alegre, onde unidades operam acima da capacidade.

vírus respiratório
Foto: Divulgação

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Maria Muratore, afirmou que o crescimento está ligado à maior circulação de vírus respiratórios com a chegada do frio. Entre os principais agentes estão influenza, covid-19 e rinovírus. Parte dos pacientes evolui para quadros graves e necessita de internação.

Hospitais enfrentam pressão crescente. Em Camaquã, o pronto-socorro chegou a fechar as portas na semana passada por excesso de atendimentos. O município buscou alternativas, como reforço de equipes na UPA, mas a demanda segue elevada.

Segundo a diretora, o decreto permite ampliar recursos e leitos. A medida facilita o repasse de verbas estaduais e federais, além da abertura de vagas clínicas e de UTI, com suporte respiratório. O objetivo é preparar a rede para o período de maior circulação viral.

O Estado também enfrenta atraso no envio de vacinas contra influenza. O fornecimento depende do Ministério da Saúde, que teve problemas no cronograma de distribuição. A previsão é de normalização nos próximos dias, com a chegada de cerca de 400 mil doses.

A campanha de vacinação segue até o fim do mês. A orientação é priorizar grupos de risco. A imunização, segundo a vigilância, reduz casos graves e ajuda a conter a transmissão.

Autoridades reforçam medidas básicas de prevenção. Pessoas com sintomas devem usar máscara em ambientes fechados e evitar contato social, sobretudo em locais pouco ventilados. Em casos com febre e mais de um sintoma respiratório, recomenda-se afastamento de até cinco dias.

A vigilância monitora os casos por meio de internações e exames laboratoriais. Os dados indicam aumento consistente tanto nas hospitalizações quanto na circulação de vírus na população.

A expectativa é de manutenção do número elevado de casos nas próximas semanas, devido ao avanço do inverno. A orientação é buscar atendimento médico ao surgirem sintomas e manter a vacinação em dia.

Confira a entrevista completa com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do RS

Tags: casos respiratórios, estado de emergência, Gripe, Rio Grande do Sul, Saúde