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“Sabia que tinha coisa errada”, afirma Rony Gabriel sobre oferta de R$ 2 milhões do Banco Master

Pré Candidato a Deputado Federal detalha como recusou propostas milionárias para influenciar a opinião pública e como o caso resultou em investigações no STF

Nesta sexta-feira (08), o programa Primeira Hora recebeu Rony Gabriel (PODEMOS), vereador de Erechim e pré-candidato a deputado federal, que compartilhou detalhes de sua trajetória marcada por uma forte influência digital e posicionamentos conservadores. Com dois milhões de seguidores nas redes sociais, Gabriel utiliza sua plataforma para defender o livre mercado e criticar o fisiologismo político, consolidando-se como uma voz ativa da direita ideológica.

“Sabia que tinha coisa errada”, afirma Rony Gabriel sobre oferta de R$ 2 milhões do Banco Master
Foto: Alice Campos

Denúncia contra o Banco Master

O parlamentar descreveu a tentativa da instituição de contratá-lo para influenciar a opinião pública, oferecendo cifras milionárias que ele prontamente recusou ao identificar irregularidades. “Eles mandaram [modelos de material] e o valor oferecido foi 2 milhões para fazer esse tipo de conteúdo. Eu, como acabo estando por dentro da política, sabia que tinha coisa errada”, afirmou Gabriel, ressaltando que sua denúncia foi citada pelo ministro André Mendonça como um dos fundamentos para a prisão preventiva de envolvidos por obstrução de justiça.

Bandeiras ideológicas

No campo das propostas legislativas, Rony Gabriel reafirmou seu compromisso com a redução da máquina pública e a eficiência administrativa, atacando práticas como as emendas parlamentares, as quais considera uma “troca de votos por apoios”. Ele defendeu reformas profundas, como a integração nacional do sistema SUS, que, em sua visão, poderia gerar uma economia de até 30% aos cofres públicos. “O cidadão sabe que eu não vou votar a favor de aumento de imposto, ele sabe que eu não vou votar a favor de aumento da máquina pública”, declarou o pré-candidato, que também defende a redução da maioridade penal e a limitação do IPVA em 1%.

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Alianças estratégicas

Ao encerrar sua participação, Gabriel projetou o futuro político do estado e do país, manifestando apoio às pré-candidaturas de Zuco para o governo gaúcho e de Flávio Bolsonaro para a presidência. O entrevistado destacou que o plano de gestão financeira de sua coalizão estadual contará com a expertise de Paulo Guedes, buscando um modelo de desenvolvimento diferente do atual, especialmente no que tange às concessões de rodovias. Ele criticou os valores elevados dos pedágios no Rio Grande do Sul e reforçou que seu projeto político foca em “tirar impostos do lombo do trabalhador”, buscando um equilíbrio entre a infraestrutura necessária e o custo de vida da população.