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Saiba como um ovo de dinossauro foi parar em Camaquã

Item estava em um baú, enterrado em uma ilha na Lagoa dos Patos, e foi adquirido pelo proprietário do Antiquário Gaúcho

Um ovo de dinossauro petrificado chegou ao único antiquário de Camaquã após ter sido encontrado dentro de um baú enterrado na beira da Lagoa dos Patos, em São Lourenço do Sul. O item foi adquirido pelo proprietário do Antiquário Gaúcho, Maximiliano Bielaski, durante uma pesquisa de campo.

Saiba como um ovo de dinossauro foi parar em Camaquã. Foto: Reprodução/YouTube.
Saiba como um ovo de dinossauro foi parar em Camaquã. Foto: Reprodução/YouTube.

Bielaski, conhecido por reunir relatos, objetos folclóricos e peças raras, investigava achados históricos no entorno da Lagoa dos Patos quando soube de um tesouro encontrado em uma ilha em São Lourenço do Sul.

Segundo ele, moradores haviam localizado um baú com moedas de ouro, moedas de prata e documentos antigos. Ao chegar ao local, Bielaski constatou que todos os itens já haviam sido vendidos, exceto uma única peça descrita como “uma pedra”.

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Ele decidiu comprá-la por considerar incomum que um objeto sem valor aparente estivesse guardado em um baú junto a itens valiosos do período imperial.

O visitante misterioso

Duas semanas após a compra, um homem que não se identificou visitou o antiquário. Ele chegou em uma caminhonete importada e pediu para examinar a peça. Bielaski relata que o visitante sacudiu a pedra e ouviu um som interno, o que aumentou o interesse do homem, que chegou a oferecer R$ 1.500 pelo objeto. O antiquarista recusou todas as propostas.

A insistência despertou a desconfiança de Bielaski e de um amigo, que tentaram abrir a peça com uma marreta e uma talhadeira. A “pedra” não se partiu como rocha comum e a rachadura obtida depois de repetidos golpes não revelou qualquer conteúdo.

A identificação do ovo de dinossauro petrificado

A definição do objeto ocorreu cerca de dois meses depois, quando um amigo de Bielaski, proprietário de um antiquário em Porto Alegre e estudioso de geologia aplicada à arte, visitou Camaquã. Ao analisar a peça, o amigo afirmou tratar-se de um ovo de dinossauro fossilizado. A avaliação foi posteriormente reforçada por outro visitante, também geólogo.

Apesar das duas identificações informais, Bielaski afirma que o material nunca passou por exame técnico em laboratório ou instituição científica. Por isso, a classificação permanece baseada apenas nos pareceres dos especialistas consultados por ele.

A história por trás do objeto

O suposto ovo de dinossauro integra a coleção exibida no documentário “Ovo de Dinossauro”, dirigido por Carlos Eduardo Ribeiro e realizado em 2024 com apoio da Lei Paulo Gustavo do município de Camaquã. O curta apresenta o cotidiano do antiquarista, suas buscas de campo e o acervo do Antiquário Gaúcho, que reúne itens ligados ao folclore e à memória regional.

O filme está disponível no YouTube e registra o relato completo sobre o objeto que, segundo Bielaski, teria sido encontrado em um baú enterrado às margens da Lagoa dos Patos junto a moedas do século XIX.

Assista o documentário completo no YouTube

Ovo de Dinossauro – assista clicando aqui!