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Dengue na região

São Lourenço do Sul confirma primeiro caso de dengue do ano

Mosquito aedes aegypti é o causador da doença. Foto: Ilustração/Pixabay
Mosquito aedes aegypti é o causador da doença. Foto: Ilustração/Pixabay

Um Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (13), confirmou o primeiro caso de dengue no ano de 2023 no município de São Lourenço do Sul. A Secretaria Municipal da Saúde, no entanto, não deu detalhes sobre o paciente e nem se ele contraiu a doença dentro do município.

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A pessoa infectada buscou auxilio após apresentar sintomas clássicos. Foi realizado o teste rápido que confirmou a infecção pelo mosquito Aedes aegypti.

Segundo as autoridades, é absolutamente necessário que as pessoas eliminem todo tipo de água parada como vasos de plantas, garrafas, lixo, bebedouros de animais, copos plásticos, entre outros onde as larvas do mosquito se criam.

Ainda de acordo com o boletim atualizado, São Lourenço do Sul possui outros sete casos suspeitos.

A situação da dengue no estado:

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria da Saúde, confirmou nesta terça-feira (13) mais dois óbitos por dengue no Rio Grande do Sul. Trata-se de um homem, residente em Condor, de 65 anos, e uma mulher, residente de Rolante, de 29 anos. O total em 2023 chega agora a 46 óbitos.

Os dois óbitos ocorreram no final de maio, nos dias 26 e 31/05 respectivamente. Ambas pessoas tinham comorbidades.

A SES reforça a importância de que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.

Principais sintomas:

– Febre alta (39 a 40°C), com duração de dois a sete dias

– Dor retroorbital (atrás dos olhos)

– Dor de cabeça

– Dor no corpo

– Dor nas articulações

– Mal-estar geral

– Náusea

– Vômito

– Diarreia

– Manchas vermelhas na pele (com ou sem coceira).

Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes aegypti (o mosquito transmissor da doença), com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada são ações que impedem o inseto de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática.

O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual.

Situação epidemiológica

Neste ano, o Rio Grande do Sul já registra 21.935 casos confirmados da doença, dos quais 19.930 são autóctones, que é quando o contágio aconteceu dentro do Estado, com os demais sendo importados (residentes do RS que foram infectados em viagem a outro local).

Em 2022, o RS registrou seus maiores índices da doença em toda a série histórica. Foram mais de 57 mil casos autóctones e outros 11 mil casos importados. Ao todo, foram 66 óbitos em virtude da dengue no ano passado.

Tags: Região, Rio Grande do Sul, Saúde