A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Galho Fraco, que investiga o suposto desvio de verbas destinadas ao exercício da atividade parlamentar. Entre os alvos de busca e apreensão estão os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A ofensiva busca esclarecer o uso irregular de recursos públicos conhecidos como “cotas”, valores que reembolsam despesas de gabinete como transporte e segurança.

Sóstenes e Jordy são investigados em ação da Polícia Federal
Sóstenes Cavalcante, de 50 anos, exerce seu terceiro mandato e ocupa atualmente a liderança do PL na Câmara dos Deputados. Natural de Maceió (AL), o parlamentar é pastor evangélico e construiu sua trajetória política no Rio de Janeiro, com base eleitoral em Duque de Caxias. Além de ser o segundo vice-presidente da Casa, ele já presidiu a Frente Parlamentar Evangélica e a Comissão do Estatuto da Família.
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Carlos Jordy, de 43 anos, é natural de Niterói (RJ) e cumpre o segundo mandato consecutivo em Brasília após receber 114 mil votos em 2022. Ex-líder da oposição, o congressista iniciou a carreira como vereador e disputou a prefeitura de sua cidade natal em 2024, quando acabou derrotado. Jordy já havia sido alvo da Operação Lesa Pátria, que investigou a organização de atos contra as instituições democráticas no estado.
As investigações da PF se concentram no rastreio do fluxo financeiro dessas cotas para identificar se os valores foram desviados em benefício próprio ou de terceiros. Ambos os parlamentares são figuras centrais do bloco de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e mantêm forte influência na articulação da bancada fluminense. Até o momento, as assessorias dos deputados ainda não se manifestaram oficialmente sobre as diligências realizadas nesta manhã.



