O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, por participação no financiamento de transporte de manifestantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em Brasília. A decisão foi tomada em 2 de março de 2026, com base em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Hahn contribuiu com R$ 500 para fretar ônibus
De acordo com o processo, Hahn contribuiu com R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que saiu de Blumenau com destino à capital federal. A investigação aponta que outros dois homens também participaram do custeio: um deles transferiu R$ 1.000 e outro, R$ 10 mil. Nenhum dos três viajou para Brasília.
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O empresário foi condenado por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio protegido e associação criminosa. A soma das penas levou à fixação do regime fechado para o início do cumprimento da sentença.
A defesa sustenta que a acusação se baseia exclusivamente na transferência bancária e afirma não haver provas de que o valor tenha sido destinado ao financiamento de atos ilícitos ou de que o empresário tivesse conhecimento da finalidade da viagem. Um recurso chegou a ser pautado para julgamento em março, mas foi retirado da agenda e ainda não tem nova data definida.



