Na madrugada desta quinta-feira (04), dois homens invadiram um supermercado 24 horas em Camaquã (RS) e mataram um funcionário de 20 anos. O caso evidencia que criminosos se beneficiam de brechas no sistema jurídico para permanecer em liberdade.

A vítima, identificada como Nicolas Pogorzelski Aires, não teria reagido e mesmo assim, foi esfaqueada. A investigação busca apurar todas as circunstâncias do crime.
Autores de latrocínio já possuem diversas ocorrências policiais
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Segundo apurado pela equipe de reportagem da Rádio Acústica FM, os suspeitos deste latrocínio têm 26 e 32 anos e já responderam a vários processos por crimes diversos. Um deles estava em prisão domiciliar, que restringe o detento à própria residência. O outro não cumpria nenhuma medida de restrição de liberdade. Ambos estavam fora do sistema prisional no momento do crime. A identificação não foi divulgada pela polícia, em respeito à lei.
Em 23 de agosto, um dos suspeitos foi preso em flagrante pelo crime de receptação, que consiste em comprar ou guardar bens roubados. Na ocasião, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, medida que mantém o suspeito preso até o julgamento. O pedido foi negado pelo Poder Judiciário, que optou por outra cautelar. Especialistas afirmam que a decisão pode ter favorecido a reincidência.
O caso reforça críticas ao ordenamento jurídico brasileiro, considerado por alguns especialistas como permissivo demais. Advogados e autoridades avaliam a necessidade de revisão nas regras que permitem a liberdade provisória e a prisão domiciliar. A Delegacia de Camaquã segue investigando o crime.





