A empresa Real Expurgo apresentou uma tecnologia de repelência eletromagnética para pombos, capaz de afastar as aves sem causar ferimentos ou danos ambientais. A informação foi detalhada pelo engenheiro agrônomo Mikael Menin, em entrevista à Rádio Acústica FM, nesta segunda-feira (19). O equipamento está em fase experimental e surge como alternativa ao manejo inadequado, proibido por lei, dessas aves em áreas urbanas.

Segundo Menin, o sistema atua por meio de emissões eletromagnéticas controladas, que interferem no senso de direção dos pombos, levando-os a evitar determinadas áreas. A tecnologia não utiliza venenos, armadilhas ou métodos letais.
O pombo é um animal protegido pela legislação ambiental e não pode ser eliminado. De acordo com o especialista, o manejo precisa ser técnico, legal e eficiente.
A proposta atende a uma demanda crescente de condomínios, comércios e residências que enfrentam superpopulação de pombos, favorecida pela ausência de predadores naturais e pela oferta constante de abrigo e alimento nas cidades.
Riscos sanitários exigem manejo técnico adequado
O especialista alertou para os riscos sanitários associados à presença de pombos, especialmente quando as aves se instalam próximas a equipamentos como aparelhos de ar-condicionado. As fezes podem contaminar estruturas, comprometer a qualidade do ar e gerar prejuízos à saúde e ao patrimônio.
Menin destacou que soluções improvisadas ou ilegais podem agravar o problema e resultar em crimes ambientais, além de baixa eficácia no controle populacional.
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Escorpiões também preocupam em períodos de chuva
Durante a entrevista, o engenheiro agrônomo também abordou o aumento da presença de escorpiões em áreas urbanas, especialmente após períodos de chuvas intensas. Segundo ele, a água força esses animais a buscarem abrigo em residências.
O escorpião preto é o mais comum na região, mas Menin chamou atenção para o escorpião amarelo, que pode aumentar sua capacidade reprodutiva quando ameaçado, principalmente em situações de uso inadequado de venenos.
De acordo com o especialista, o uso incorreto de produtos químicos pode estimular a autorreprodução de algumas espécies, agravando o problema em vez de resolvê-lo.
Experiência técnica e prevenção são fundamentais
Com 32 anos de atuação no controle de pragas em residências e indústrias, a Real Expurgo defende que o enfrentamento de pragas urbanas deve combinar conhecimento técnico, acompanhamento profissional e respeito à legislação ambiental.
A Real Expurgo está regularizada de acordo com todas as leis ambientais e devidamente inscrita nos órgãos competentes que habilitam as atividades da empresa, como as normas da Secretaria da Saúde, Órgãos da Vigilância Sanitária e do Meio Ambiente, Prefeitura Municipal, Vigilância Sanitária, FEPAM, IBAMA, ANVISA, Ministério da Agricultura e Secretária da Agricultura.
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