O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16) que considera uma “honra” a possibilidade de assumir o controle de Cuba. Durante entrevista a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca, o republicano afirmou que ainda não definiu quais medidas tomaria em relação à ilha caso o plano se concretize. O presidente norte-americano utilizou os termos “libertar” e “conquistar” para descrever as opções de intervenção no país caribenho, ressaltando que teria liberdade para decidir o destino do território vizinho.

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Ao justificar sua posição, Trump classificou Cuba como uma “nação falida”, argumentando que o país carece de recursos financeiros e de produção de petróleo. A declaração ocorre em um momento de asfixia econômica da ilha, que enfrenta um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos desde o início de 2026. Essa medida impede a chegada de combustíveis e insumos básicos por via marítima, agravando a crise interna. O governo cubano admitiu, também nesta segunda-feira, que o sistema de energia do país entrou em colapso total.
A crise energética mencionada pelo regime cubano impede o fornecimento regular de eletricidade para a maior parte da população. Sem combustível para alimentar as usinas térmicas, o país sofre com apagões prolongados e paralisia de serviços essenciais. A situação é reflexo direto do cerco naval norte-americano, que busca pressionar o governo local. Historicamente, as relações entre os dois países são marcadas por tensões diplomáticas e sanções econômicas que se arrastam por décadas, intensificadas agora pela estratégia de isolamento total.
Trump pretende ‘tomar Cuba’
A fala do presidente Trump sinaliza uma mudança de tom na política externa dos Estados Unidos para a região, ao sugerir uma tomada de controle direta. Até o momento, a Casa Branca não detalhou se existe um plano militar ou administrativo em curso para a ilha. O uso da expressão “tomar Cuba” levanta dúvidas sobre a soberania do país caribenho e o respeito aos tratados internacionais de não intervenção. O Departamento de Estado não emitiu notas complementares para esclarecer se a fala representa uma diretriz oficial de governo.



