O médico urologista Rafael Fraga participou da programação da Rádio Acústica FM nesta terça-feira (12) e relatou um caso clínico complexo atendido na região envolvendo um agricultor vítima de um acidente com queda de árvore. Durante a entrevista, o especialista explicou os desafios enfrentados desde o atendimento inicial até o tratamento cirúrgico que será realizado para devolver a qualidade de vida ao paciente.

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Segundo o médico, o homem sofreu um grave acidente enquanto realizava o corte de uma árvore em sua propriedade. O impacto provocou uma hemorragia cerebral, fraturas na região da bacia e no fêmur, além de uma obstrução urinária causada pelo trauma na região da bexiga. O paciente chegou a ficar desacordado e precisou ser encaminhado para Hospital de Porto Alegre, onde passou por cirurgia para conter a hemorragia cerebral.
Durante o atendimento, os profissionais identificaram dificuldade para passagem de uma sonda urinária pela uretra, o que levou à necessidade de implantação de uma sonda suprapúbica — procedimento realizado diretamente pelo abdômen para esvaziar a bexiga. Após receber alta, o paciente procurou o consultório de Rafael Fraga por ainda não conseguir urinar normalmente.
O urologista explicou que, durante avaliação com ecografia, conseguiu reposicionar a sonda e identificar que não havia lesão uretral permanente, permitindo que o paciente voltasse a urinar pela uretra. No entanto, outro problema foi descoberto: a formação de um cálculo de aproximadamente 2,5 centímetros ao redor da sonda localizada dentro da bexiga, impedindo sua retirada.
Conforme Fraga, o paciente deverá passar por um procedimento cirúrgico delicado. A cirurgia será realizada com o auxílio de uma microcâmera introduzida pela uretra, permitindo a fragmentação do cálculo em pequenos pedaços para posterior aspiração e remoção da sonda abdominal. O médico também alertou sobre os riscos de permanência prolongada de sondas vesicais, destacando que a troca deve ocorrer, preferencialmente, a cada 40 dias para evitar infecções e formação de pedras.
Durante a entrevista, o especialista também comentou sobre a responsabilidade da profissão médica e a ansiedade enfrentada antes de procedimentos complexos, mesmo após 25 anos de experiência em cirurgias urológicas. Segundo ele, cada paciente deve ser tratado como alguém da própria família, buscando sempre o melhor resultado possível e mais qualidade de vida.



