O Banco Central informou na terça-feira, 10, que o Sistema de Valores a Receber (SVR) ainda dispõe de R$ 10,5 bilhões aguardando resgate. Apenas no mês de janeiro de 2026, os correntistas retiraram R$ 403 milhões dessas contas. Desde o início do programa, as instituições financeiras já devolveram R$ 13,7 bilhões a cidadãos e empresas que possuíam saldos remanescentes em contas encerradas ou de serviços cobrados indevidamente.

De acordo com o balanço da autoridade monetária, 49,5 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de empresas ainda têm direito a algum reembolso. A maior parte dos beneficiários, cerca de 64,5%, possui quantias modestas, de até R$ 10. Por outro lado, uma parcela restrita de 1,9% dos usuários tem direito a sacar valores superiores a R$ 1.000. O dinheiro está retido em bancos, administradoras de consórcio, cooperativas e corretoras.
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Valores a receber podem ser consultados
A consulta e o pedido de devolução podem ser realizados a qualquer momento pelo site oficial do Banco Central. O SVR permite verificar valores de contas próprias, de empresas ou até de pessoas falecidas. Para o resgate de quantias de parentes mortos, é necessário que o solicitante seja herdeiro, inventariante ou representante legal, além de assinar um termo de responsabilidade diretamente na plataforma do governo.
Desde o ano passado, o processo de recuperação através do “Valores a Receber” foi simplificado para pessoas físicas por meio da solicitação automática. Para utilizar o recurso, o usuário deve possuir uma chave Pix vinculada ao CPF e conta no portal Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Após habilitar a verificação em duas etapas, o sistema transfere o saldo disponível diretamente para a conta bancária do titular, eliminando a necessidade de pedidos manuais.




