O Dia da Independência deste ano deve ser marcado por manifestações de diferentes espectros políticos. De um lado, movimentos de esquerda organizam atos em todo o país. Do outro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmam presença em mobilizações na capital paulista.
Em reunião com a Polícia Militar, representantes de frentes como Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de centrais sindicais, estimaram cerca de 10 mil participantes para a manifestação na Praça da República, em São Paulo.
Para viabilizar o transporte, 250 ônibus devem chegar de cidades do interior. Os atos também estão previstos em outros 23 Estados, reforçando a presença nacional da mobilização. Entre as bandeiras levantadas estão a taxação das grandes fortunas, a redução da jornada de trabalho sem corte de salários e críticas às sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
Grito dos Excluídos abre a manhã
O tradicional Grito dos Excluídos, que acontece todos os anos no feriado de 7 de Setembro, ocorrerá pela manhã. A escolha do horário foi estratégica, para evitar qualquer tipo de confronto com os bolsonaristas, que marcaram seu encontro para o período da tarde.
Entre os nomes confirmados nas manifestações da esquerda estão deputados federais e autoridades do governo Lula, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
Mobilização bolsonarista na Paulista
Já no campo da direita, pastores, lideranças políticas e apoiadores de Jair Bolsonaro convocam um grande ato na Avenida Paulista. A mobilização promete críticas duras ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedidos de anistia e demonstrações de apoio a aliados do ex-presidente.
Governadores, ex-ministros e figuras ligadas ao bolsonarismo devem subir ao palanque. A manifestação acontece em meio à prisão domiciliar de Bolsonaro, que ainda responde a processos que podem resultar em penas superiores a 40 anos.
Clima de tensão e expectativa
Com manifestações marcadas em horários distintos, a expectativa é de ruas cheias em São Paulo durante todo o domingo. A Polícia Militar deve reforçar o esquema de segurança para evitar confrontos e garantir a circulação nos dois eventos.
O feriado, que tradicionalmente mistura atos cívicos e protestos, promete neste ano ser um termômetro do cenário político, refletindo tanto as pautas de trabalhadores e movimentos sociais quanto a força de mobilização da direita bolsonarista.




