O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular do Brasil, vai passar por uma grande mudança ainda este ano. Os usuários começarão a ver anúncios pagos dentro da aba de status, espaço usado para compartilhar fotos, vídeos e textos temporários, como os stories do Instagram.
A novidade foi anunciada pela Meta nesta segunda-feira. O plano é integrar mais ferramentas pagas no app, como impulsionamento de Canais e assinaturas para recursos exclusivos.
Clique e fale com o anunciante
Os anúncios aparecerão no Status e, ao clicar, o usuário será direcionado para uma conversa com o perfil da empresa. Segundo a Meta, o conteúdo será exibido na área de Atualizações, que também reúne os Canais e fica separada das conversas privadas.
Mesmo com a entrada da publicidade, a empresa garante que as mensagens continuarão criptografadas de ponta a ponta. Isso significa que as conversas, chamadas e atualizações do Status não poderão ser acessadas por anunciantes.
O que será usado para segmentar os anúncios
De acordo com a Meta, apenas dados limitados serão utilizados para exibir os anúncios. Isso inclui o país, idioma do aparelho, canais seguidos e interações com anúncios anteriores.
Se o WhatsApp estiver conectado à Central de Contas da Meta, outras informações vindas do Facebook e Instagram também poderão ser usadas para definir o público-alvo das publicações.
Fim de uma era sem publicidade
O WhatsApp foi criado em 2009 e comprado pela Meta (antigo Facebook) em 2014. Desde então, o mercado especulava sobre como o app seria monetizado, já que o uso sempre foi gratuito e sem anúncios. Durante anos, a empresa apostou apenas no WhatsApp Business para gerar receita.
Com a decisão anunciada agora, a Meta dá seu passo mais direto rumo à monetização dos 3 bilhões de usuários ativos do aplicativo.
Criadores sempre foram contra
Os fundadores do WhatsApp, Jan Koum e Brian Acton, sempre disseram que não queriam publicidade no app. Quando a empresa foi vendida, Koum chegou a escrever no blog oficial que os usuários continuariam sem anúncios atrapalhando a comunicação.
Na época, o próprio Mark Zuckerberg prometeu que o aplicativo não teria publicidade, ao menos nos próximos anos. Com o tempo, os dois criadores deixaram a empresa por divergências com a Meta.




