A mamoplastia redutora se tornou realidade para muitas mulheres na Bahia. Até o dia 7 de julho, 519 cirurgias de redução de mama foram realizadas pelo SUS no estado. O número já supera em 47% o total de todo o ano passado, quando foram feitas 352 intervenções. O salto é reflexo de ações específicas para ampliar o acesso a cirurgias reparadoras.
A mamoplastia feita pelo SUS tem caráter funcional. Ela não é estética, o que define a indicação é o impacto da mama sobre a saúde da paciente.
Entre os problemas enfrentados estão dores na coluna, ombros e pescoço, além de deformidades como escoliose e hérnias. A cirurgia melhora não só a postura e a mobilidade, mas também a autoestima e a qualidade de vida.
Quem pode fazer a cirurgia pelo SUS
Para ter acesso ao procedimento, é preciso ter uma indicação médica e se cadastrar no Sistema Lista Única da Secretaria Municipal de Saúde da cidade onde mora. No cadastro, são exigidos RG, CPF, cartão do SUS, comprovante de residência e a requisição médica.
A cirurgia é indicada, principalmente, para casos de gigantomastia, quando o tamanho das mamas ultrapassa o número 48 do sutiã. Também há exceções, como pacientes muito baixas com número 46, desde que apresentem alterações funcionais graves.
Desde março, a cirurgia passou a fazer parte do programa Saúde Mais Perto, o que ajudou a aumentar o número de procedimentos. Apenas no Hospital 2 de Julho, foram realizadas 227 cirurgias com esse reforço.
O atendimento está disponível em diversas unidades na capital e no interior. Em Salvador, as cirurgias são feitas nos hospitais da Mulher, 2 de Julho, Aristides Maltez, Universitário Professor Edgard Santos, Municipal, Santo Antônio e na Maternidade Maria da Conceição.
Já no interior, os procedimentos ocorrem em unidades como o Hospital de Cirurgias Eletivas de Porto Seguro, o Hospital Municipal de Brumado, e os hospitais de Feira de Santana, Nazaré e Camaçari.




