Neste domingo (10), o Conselho de Segurança da ONU se reuniu de emergência para debater os planos de Israel de ocupar a Cidade de Gaza. O conflito no território palestino já dura 22 meses, e a proposta de Tel Aviv gerou forte polêmica.
Como esperado, os Estados Unidos saíram em defesa de Israel durante a reunião. A embaixadora americana nas Nações Unidas, Dorothy Shea, afirmou que Israel tem o direito de garantir sua segurança e agir contra o Hamas e grupos semelhantes. A votação por um cessar-fogo não aconteceu — e provavelmente seria vetada por Washington.
Shea criticou a postura de alguns países e da própria ONU, dizendo que eles prolongam a guerra ao incentivar o Hamas. Ela também criticou o reconhecimento da Palestina feito por algumas nações, como França e Reino Unido, mesmo durante o conflito.
Crise humanitária em Gaza
Sobre as imagens chocantes de pessoas desnutridas, Shea seguiu o discurso israelense, culpando o Hamas pelo agravamento da crise, com acusações de roubo de alimentos.
No entanto, um relatório da agência humanitária americana Usaid, publicado em junho, não encontrou provas de que o grupo terrorista desvie ajuda humanitária em larga escala.
Antes do discurso americano, o secretário-geral adjunto da ONU, Miroslav Jenca, expressou preocupação. Segundo ele, a ocupação da Cidade de Gaza pode provocar uma nova calamidade, com mais deslocamentos, mortes e destruição na região.
Conselho de Segurança mantém impasse
Diversos países presentes, como Rússia, China, França, Reino Unido e Iraque, se manifestaram contra os planos de Israel. Ainda assim, o Conselho não deve tomar medidas concretas por causa do poder de veto dos EUA. Desde o início do governo Biden, Washington já vetou quatro resoluções que pediam cessar-fogo em Gaza.
A reunião, presidida pelo Panamá, teve início no fim da manhã no horário do Brasil. O pedido foi feito por países europeus membros do Conselho, incluindo Dinamarca, França, Grécia, Eslovênia e Reino Unido.




