A biometria facial e digital já conquistou a confiança da maioria dos brasileiros. Um levantamento mostra que 73% da população prefere esse tipo de autenticação a métodos tradicionais, como senhas numéricas ou palavras-passe. O motivo é a sensação de maior proteção que a tecnologia oferece.
Dados da Accenture revelam que mais de 4,2 bilhões de dispositivos móveis no mundo já utilizam algum recurso biométrico. A expectativa é que, em pouco tempo, praticamente todas as transações passem a ser validadas dessa forma.
Mas será que essa tecnologia é realmente segura? Leandro Roosevelt, diretor de vendas da VU Security no Brasil, esclareceu dúvidas comuns sobre o assunto em entrevista à CNN.
Biometria é mais segura que senhas?
Segundo Roosevelt, sim. Mesmo com autenticação de dois fatores, as senhas tradicionais ainda concentram dados em um único dispositivo, o que pode abrir brechas para roubo de identidade digital.
A biometria, combinada com informações contextuais e comportamentais, cria barreiras mais difíceis de serem rompidas. Fraudar simultaneamente rosto, impressão digital e padrões de uso é muito mais complexo.
Outro ponto positivo é que ela elimina a necessidade de armazenar segredos, como datas, números e nomes pessoais, que podem ser compartilhados ou vazados.
Existe risco de clonagem ou falsificação?
A chance é mínima, mas não nula. Quando os dados biométricos são mal armazenados ou manipulados de forma incorreta, há possibilidade de falhas. Por isso, é importante que os sistemas incluam etapas extras de verificação, analisando contexto, comportamento e sinais humanos.
Como a tecnologia evita enganos?
Os sistemas mais avançados usam Liveness Detection, que detecta sinais vitais como microexpressões, movimentos oculares e profundidade do rosto. Também consideram o ambiente e padrões de comportamento, o que dificulta fraudes.
Roosevelt destaca o conceito de Persona Online, que vai além da biometria. Ele integra múltiplas camadas de autenticação — como análise de contexto, comportamento e inteligência preditiva — para garantir que a pessoa que interage é realmente quem diz ser.
Por questões técnicas e biológicas, a biometria nunca atinge acuracidade total. Entre os fatores que influenciam estão mudanças naturais no rosto ou nos dedos, qualidade da captura de imagem, limitações dos sensores e até interferências do ambiente, como o uso de óculos ou máscaras.




