O clima no ato da avenida Paulista neste 7 de setembro foi marcado por protestos direcionados ao senador Romário (PL-RJ). Em vários momentos, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro entoaram gritos de “fora, Romário”, mostrando insatisfação com a postura política do ex-jogador.
Romário se distanciou de algumas bandeiras defendidas pela base bolsonarista no Senado. Um dos pontos de maior incômodo foi sua recusa em apoiar pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão acabou destacando o senador como uma voz dissonante dentro da própria sigla, gerando críticas entre aliados mais fiéis a Bolsonaro.
Valdemar ironiza protestos
Em meio aos gritos contra Romário, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, tentou quebrar o clima tenso com uma ironia: “Estou vendo que o Romário está com um prestígio danado aqui em São Paulo”, disse, arrancando risadas de parte da plateia.
Apesar da brincadeira, o descontentamento da base ficou evidente.
Divergências no Rio de Janeiro
Outro ponto que aumentou o desgaste foi a escolha de Romário na eleição municipal do Rio em 2024. Enquanto Bolsonaro apoiou Alexandre Ramagem (PL), o senador decidiu declarar voto em Eduardo Paes (PSD), que acabou reeleito.
Nos bastidores, a opção foi interpretada como uma resposta à postura de Bolsonaro em 2022, quando preferiu apoiar Daniel Silveira (PTB) na disputa pelo Senado, deixando Romário em segundo plano.
Senador evita polêmicas
Questionado diversas vezes sobre sua relação com o ex-presidente, Romário sempre evitou dar declarações diretas. Ele mantém silêncio sobre possíveis divergências e procura se concentrar em sua atuação parlamentar.
Eleito pela primeira vez em 2014 e reeleito em 2022, Romário tem mandato garantido até 2030. Ainda assim, sua posição dentro do PL segue em debate, já que o episódio deste 7 de setembro reforçou o distanciamento em relação à ala mais fiel ao bolsonarismo.




