Um comentário feito nas redes sociais custou caro a um médico brasileiro. Ricardo Jorge Vasconcelos Barbosa, que vivia no Recife, teve a entrada nos Estados Unidos proibida depois de debochar do assassinato do ativista conservador Charles Kirk. A mensagem, deixada em uma postagem no Instagram, viralizou e gerou forte repercussão.
No comentário, o médico escreveu: “um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”. A publicação chamou atenção do vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, que citou o caso ao anunciar, no último sábado (13), a restrição de vistos para Barbosa. Segundo o próprio médico, seu visto já havia expirado em agosto de 2022.
Reações no Brasil
A repercussão chegou rapidamente às entidades médicas. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) abriu uma sindicância para apurar a conduta do profissional. Uma clínica particular onde ele atuava decidiu pela demissão.
Já a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou nota de repúdio, afirmando que não aceita atitudes que desrespeitem os valores fundamentais da medicina, como a preservação da vida e a dignidade humana.
Pedido de desculpas
Diante da pressão, Barbosa publicou uma retratação no domingo (14). Ele disse que a frase foi retirada de contexto e pediu perdão à família de Kirk. “Foi uma colocação infeliz. Montagens e sobreposições distorceram o conteúdo original.
Reitero que meus princípios sempre foram de respeito à vida e à ética”, declarou. O médico ainda afirmou estar recebendo ameaças de morte, incluindo contra sua esposa e seus irmãos, e prometeu acionar a Justiça contra os autores.
O assassinato de Charles Kirk
Charles Kirk, de 31 anos, foi morto enquanto discursava em um evento na Universidade de Utah Valley. Ele foi atingido no pescoço e não resistiu. O ativista deixa esposa e dois filhos. O suspeito do crime, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso dias depois.
De acordo com o FBI, foram apreendidos estojos de munição com frases provocativas, entre elas referências à música antifascista “Bella Ciao”. Também havia inscrições com mensagens ofensivas e debochadas. O caso segue sob investigação das autoridades americanas.




