Você sabia que há tempestades e redemoinhos em outros planetas que lembram bastante os da Terra? A ciência vem mostrando que, mesmo a milhões de quilômetros de distância, certos fenômenos climáticos do espaço têm muito em comum com os nossos.
Estudos recentes mostram nuvens em Júpiter girando como redemoinhos oceânicos e tempestades de poeira em Marte com comportamento parecido ao de furacões. E tudo isso pode nos ensinar mais sobre o funcionamento do nosso próprio planeta.
O que há em comum entre Marte, Júpiter e a Terra
Apesar das diferenças gigantes entre esses planetas, eles seguem as mesmas leis da física. Isso permite que cientistas usem modelos meteorológicos da Terra para entender como funcionam as atmosferas de outros mundos.
A meteorologia planetária é baseada em adaptações dos modelos que usamos por aqui. O ajuste inclui fatores como pressão atmosférica, gravidade e até a velocidade de rotação dos planetas. E essa troca de conhecimento é mão dupla: entender Júpiter e Marte ajuda a entender ainda mais sobre a Terra também.
Redemoinhos gigantes nos polos de Júpiter
As imagens feitas pela sonda Juno, da NASA, revelaram vórtices em Júpiter que se parecem com as correntes oceânicas da Terra. Segundo a oceanógrafa Lia Siegelman, as estruturas vistas no planeta lembram muito o que se observa no Mar Báltico.
Ela aplicou o conhecimento da física dos oceanos em modelos usados para estudar Júpiter. O resultado foi surpreendente: mesmo em um planeta gasoso, com redemoinhos até dez vezes maiores que os da Terra, a física dos fluidos se comporta de forma parecida.
Esses fenômenos, chamados de “cristais de vórtice polar”, surgem como aglomerados simétricos de ciclones nos polos de Júpiter. Eles foram observados pela primeira vez em 2016 e continuam no mesmo lugar até hoje.
Tempestades de poeira em Marte impressionam cientistas
Já pensou em viver num planeta onde uma tempestade de poeira pode cobrir tudo por semanas? Em Marte, isso é comum. As tempestades podem tomar o planeta inteiro e durar até meses. Elas bloqueiam a luz do Sol e atrapalham estruturas na superfície.
Essas tempestades têm comportamento parecido com furacões na Terra. A diferença está no que alimenta os fenômenos: Marte é coberto de poeira, enquanto a Terra é um planeta de água.
Apesar dos avanços, os cientistas ainda não conseguem prever quando essas tempestades vão acontecer. Algumas surgem com frentes frias, outras simplesmente aparecem do nada.




