Animais de suporte emocional, também chamados de ESAN (sigla em inglês para Emotional Support Animal), são verdadeiros aliados no combate a transtornos como ansiedade, depressão e estresse. A presença desses bichinhos vai além do carinho: eles se tornam um suporte ativo para quem enfrenta crises e dificuldades emocionais.
E não pense que apenas cães e gatos entram nessa função. Coelhos, hamsters, calopsitas e até tartarugas podem desempenhar esse papel, desde que haja conexão com o tutor. Raças calmas e fáceis de treinar, como golden retriever, labrador e gatos siameses, são as mais recomendadas.
Perfil ideal dos animais
O ideal é que o animal tenha entre 1 e 9 anos — fase em que o temperamento já está definido e há mais estabilidade emocional. Filhotes exigem muita atenção, enquanto os idosos podem ser mais sensíveis. Animais muito assustadiços ou com dificuldade de socialização não são recomendados.
Quem tem crises de ansiedade encontra neles um calmante natural. Para pessoas com depressão, eles oferecem uma razão para levantar da cama e seguir em frente. Já em casos de estresse pós-traumático, são como âncoras que trazem segurança.
Eles também ajudam quem sofre de fobia social, servindo como uma ponte entre o tutor e o mundo. A simples interação com o animal pode atrair olhares amigáveis e iniciar conversas, quebrando o isolamento.
A ciência comprova os benefícios
Estudos apontam que conviver com pets pode potencializar o efeito de antidepressivos. A Universidade de Toledo, nos Estados Unidos, observou melhoras significativas em quadros de depressão, ansiedade e solidão após um ano de convivência com animais.
Além disso, eles reduzem o nível de cortisol (hormônio do estresse) e estimulam a produção de ocitocina — conhecido como o “hormônio do amor”.




