A Polícia Civil confirmou que os restos mortais encontrados em diferentes pontos de Porto Alegre pertencem à mesma vítima. Trata-se de Brasília Costa, 65 anos. O tronco estava dentro de uma mala na Estação Rodoviária.
As pernas foram localizadas na Zona Sul, em dias distintos. Já partes anteriores do corpo haviam sido achadas em agosto, em sacolas de lixo na Zona Leste.
O principal suspeito é Ricardo Jardim, publicitário de 66 anos. Ele está preso preventivamente desde 4 de setembro e deve ser ouvido pela primeira vez nesta quinta-feira (11). O homem já havia sido condenado por matar a própria mãe em 2015, crime pelo qual recebeu pena de 28 anos de prisão.
A Defensoria Pública informou que assumirá a defesa caso ele não constitua advogado particular.
Como o crime teria ocorrido
Segundo as investigações, Ricardo mantinha relacionamento com a vítima e chegou a usar os cartões dela. Há comprovantes de transações financeiras entre os dois. A polícia acredita que a motivação do crime seja financeira, mas ainda apura as circunstâncias.
O delegado responsável aponta que o publicitário tentou enganar os investigadores. Ele teria deixado pistas falsas na mala e feito denúncias inventadas, numa tentativa de se antecipar à polícia. Depois de abandonar a bagagem na rodoviária, foi visto na Zona Norte, onde passou por um comércio e depois seguiu para uma pousada.
O que ainda falta esclarecer
Um ponto central continua sem resposta: onde está o crânio da vítima. A ausência da cabeça impede a identificação completa e dificulta a definição exata da causa da morte.
Também está em andamento a perícia no celular de Brasília e em dispositivos apreendidos com Ricardo. A suspeita é que ele tenha usado o telefone da vítima para enviar mensagens a familiares, mantendo a ilusão de que ela ainda estava viva. Essa ação teria retardado qualquer registro de desaparecimento.




