A segunda-feira (15) foi marcada por um movimento forte no mercado financeiro. O dólar recuou 0,61% e fechou a R$ 5,3211, o menor patamar desde junho do ano passado, quando terminou em R$ 5,2498. Durante o dia, chegou a R$ 5,3090 na mínima.
Na bolsa, o Ibovespa avançou 0,90% e encerrou a 143.547 pontos, superando a máxima anterior registrada em 11 de setembro. O índice chegou a tocar 144.194 pontos, mas perdeu fôlego no fim da sessão.
A combinação de juros no Brasil e nos Estados Unidos tem sido o principal fator de influência. O mercado espera a chamada Superquarta (17), quando os bancos centrais dos dois países anunciam suas decisões. A expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa americana vem pressionando o dólar e, ao mesmo tempo, sustentando a alta da bolsa brasileira.
Impacto local
Antes da abertura do pregão, o Banco Central divulgou o boletim Focus. O relatório mostrou leve redução na previsão de inflação para 2025, que passou de 4,85% para 4,83%. Para 2026, a projeção foi mantida.
O BC também apresentou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de julho, considerado uma prévia do PIB. O indicador caiu 0,5% em relação a junho, acumulando três meses seguidos de retração. Economistas consultados pela Reuters esperavam recuo menor, de 0,2%.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve de Nova York divulgou o índice Empire State, que mede a atividade da indústria na região. Em setembro, o indicador registrou -8,70, contra 11,90 em agosto, reforçando sinais de desaceleração.




