Um crime chocante abalou Mongaguá, no litoral de São Paulo. Um adolescente de 15 anos foi apreendido após participar de uma tentativa de latrocínio ao lado do pai, de 38 anos, que tirou a própria vida horas depois do crime.
O caso aconteceu na noite de terça-feira (8), em um posto localizado na Rua Brasília Teixeira Seckler, no bairro Vila Trens. Pai e filho entraram armados no local, agrediram os frentistas com coronhadas e exigiram o dinheiro do caixa.
Durante a ação, um dos funcionários conseguiu fugir e foi perseguido. Segundo testemunhas, um dos criminosos disparou de quatro a cinco vezes em sua direção, mas ele não foi atingido. Os demais trabalhadores foram levados ao pronto-socorro e, depois de atendidos, liberados.
Polícia encontra suspeito morto
Durante as investigações, a Polícia Militar foi chamada na madrugada de quarta-feira (9) para atender uma ocorrência de suicídio na Rua Céu Azul, no bairro Flórida Mirim. No local, encontraram o corpo de um homem — o pai do adolescente — com uma arma na mão.
O caso levantou suspeitas, já que a arma estava com o tambor cheio e sem sinais de disparo. Ao redor, havia itens como um chapéu camuflado, mochila, munições calibre 38 e vestimentas semelhantes às usadas no crime, o que ligou os dois casos.
Confissão do adolescente
Após diligências e análise das imagens de segurança, os policiais chegaram até o adolescente. Ele confessou a participação no assalto e disse que foi convidado pelo próprio pai para cometer o crime. Segundo ele, o objetivo era assustar o frentista, não atingi-lo.
O jovem também admitiu que trocou as armas antes da chegada da polícia. Escondeu o revólver cromado calibre 38, usado no assalto, e colocou outro revólver calibre 32 preto nas mãos do pai, tentando simular um suicídio.
Ainda segundo a polícia, o adolescente entrou em choque ao ver o pai morto e tentou tirar a própria vida. Foi impedido pela mãe e pela irmã. Antes da chegada dos policiais, ele escondeu a arma atrás do guarda-roupas. Ambas as armas foram apreendidas.
O caso foi registrado na Delegacia Sede de Mongaguá como suicídio e ato infracional de fraude processual. A polícia segue investigando os detalhes e busca entender todas as circunstâncias que levaram ao crime.




