Em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira (29), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que, caso chegue à Presidência da República, a primeira decisão tomada seria perdoar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tarcísio não deixou dúvidas sobre sua posição. Disse que o indulto seria imediato e classificou as acusações contra Bolsonaro como exageradas. É a primeira vez que o governador apresenta essa proposta de forma tão direta em relação a um possível governo federal.
Mesmo com a fala, Tarcísio reforçou que não tem intenção de disputar o Planalto nas próximas eleições. Ele lembrou que São Paulo sempre coloca seus governadores no radar nacional, mas citou que poucos chegaram à Presidência. Segundo ele, desde Washington Luís e Jânio Quadros, nenhum outro conseguiu repetir o feito.
Movimentação discreta nos bastidores
Embora negue a candidatura, aliados próximos têm feito contatos no meio político e publicitário. Informações do Estadão apontam que nomes como Chico Mendez e Paulo Vasconcelos já foram procurados para conversar sobre o cenário eleitoral. Além disso, Tarcísio continua próximo da equipe de Pablo Nobel, que coordenou sua campanha em 2022.
A ideia do indulto não é exclusiva de Tarcísio. Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, já afirmaram publicamente que, se vencerem a eleição presidencial, também concederão perdão a Bolsonaro.




