Astrônomos da Universidade de Durham, na Inglaterra, estão propondo uma ideia que pode mudar a forma como enxergamos o universo. Segundo um estudo recém-publicado, nosso sistema galáctico pode estar cercado por dezenas de “galáxias fantasmas”, quase invisíveis aos olhos humanos.
O trabalho foi divulgado na última sexta-feira (11), na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e utiliza simulações de supercomputadores aliadas a modelos matemáticos. O objetivo: explorar o que há de oculto em torno da Via Láctea.
Mais de 80 galáxias escondidas
De acordo com os cientistas, existem indícios de que ao menos 80, e talvez até 100, galáxias satélites orbitem nas redondezas da nossa galáxia. Elas estariam a distâncias relativamente próximas, mas com brilho tão fraco que escaparam dos equipamentos mais antigos.
A Royal Astronomical Society destaca que a observação direta dessas galáxias daria ainda mais força à chamada teoria Lambda Cold Dark Matter (LCDM), um dos principais modelos para entender a formação do cosmos.
Outro ponto levantado por especialistas é a possibilidade de vivermos em uma “bolha cósmica” — uma região menos densa do universo. Essa teoria recente busca explicar fenômenos que desafiam a física conhecida e pode estar conectada aos achados sobre as galáxias invisíveis.
Novo observatório pode ajudar nas descobertas
Apesar de serem praticamente imperceptíveis, essas galáxias poderiam ser detectadas em breve. Isso graças ao Observatório Vera C. Rubin, recém-inaugurado no Chile, que promete revolucionar a observação espacial com seus instrumentos de altíssima precisão.
Se confirmadas, as galáxias fantasmas representariam uma descoberta histórica. E, mais uma vez, mostrariam que o universo ainda guarda muitos segredos além do que conseguimos ver.




