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Veja como os serviços serão afetados durante a paralisação

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Os servidores públicos estaduais retomarão a greve na próxima semana, paralisando parte dos serviços entre segunda e quinta-feira. O movimento é uma resposta dos sindicatos às medidas adotadas pelo governo de José Ivo Sartori para superar a crise financeira do Estado. No primeiro dia de manifestação, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado irá realizar uma coletiva, às 10 horas, na Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessergs), localizada na Rua Doutor Flores, 307, 9º andar. A greve é motivada, principalmente, pelo parcelamento dos salários.

Confira como cada setor será afetado:

EDUCAÇÃO

A presidente do Cpers, Helenir Schürer, disse que as escolas estarão com as portas fechadas de segunda a quinta-feira em função da paralisação.

—Vamos retomar a greve já que o governo continua afrontando a categoria. Pedimos que os pais não levem seus filhos para a escola.

Helenir comentou, ainda, sobre a coletiva marcada para as 10 horas de segunda-feira na Fessergs.

— Queremos explicar para a sociedade o que está acontecendo — complementou.

SAÚDE

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindsepe), Cláudio Augustin, as instituições estaduais de saúde irão aderir ao movimento, mantendo os serviços essenciais.

— Será feito um rodízio. Enquanto alguns servidores participam da manifestação, outros seguem trabalhando — explicou.

Esse é o caso, por exemplo, do Hospital Sanatório Partenon, do Hospital Psiquiátrico São Pedro, do Hospital Colônia Itapuã, da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e do Ambulatório de Dermatologia Sanitária. O mesmo ocorre nas coordenadorias de saúde. Já a Escola de Saúde Pública para completamente.

— Haverá um prejuízo nos atendimentos, mas nossa mobilização não é contra a população. Defendemos uma saúde pública de qualidade — finalizou Augustin.

BANCOS

A partir da segunda-feira, após o anúncio do aquartelamento da Brigada Militar, o departamento jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) irá ingressar com ação cautelar solicitando à Justiça que proíba a abertura de agências bancárias em função da insegurança gerada pela falta de policiamento ostensivo. No início do mês passado, o sindicato havia tomado a mesma atitude e teve acolhimento do seu pedido.

— Vamos esperar a reunião das entidades representantes dos trabalhadores da Brigada e avaliar com a nossa assessoria jurídica o conteúdo da ação. Se não houver garantias de policiamento ostensivo, podemos solicitar que as agências não abram até por toda a semana — afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Ele argumenta, com base no levantamento realizado pelo SindBancários, que a vulnerabilidade das agências já é muito alta em dia em que há policiamento ostensivo.

ÔNIBUS

O secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários, Sérgio Vieira, disse que a decisão se mantém a mesma da primeira greve

-Não vamos aderir ao movimento, mas respeitamos a posição dos servidores. Vamos monitorar a segurança do transporte para os funcionários e para a população. Se houver violência e insegurança, aí podemos tomar decisões pontuais — argumentou.

Na Carris, não há indícios de paralisação. Os funcionários da empresa não devem aderir ao movimento.

SEGURANÇA PÚBLICA

Presidente da associação que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar, Leonel Lucas disse que a entidade está avaliando a situação.

— Vamos esperar para ver se os salários serão mesmo parcelados novamente. Ao que tudo indica sim, mas o anúncio deve vir na segunda-feira. Aí, se houver, vamos fazer o aquartelamento.

A medida consiste em retirar de circulação as viaturas e equipamentos que estão em situação de ilegalidade ou precariedade. O policiamento na rua, contudo, será mantido.

Presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), Isaac Ortiz, informou que a categoria irá aderir à mobilização.

— Vamos iniciar nossa paralisação a partir da meia-noite de segunda-feira, mantendo 30% do efetivo nas delegacias atendendo somente casos graves e urgentes.