terremotos na venezuela

Venezuelano detalha terremotos que abalaram o país: “Pior da história moderna”

No Primeira Hora desta sexta (26), Daniel Parra, jornalista venezuelano, trouxe atualizações sobre os mais de 589 mortos e o colapso logístico que trava a chegada de ajuda internacional

Na manhã desta sexta-feira (26), o programa Primeira Hora recebeu o jornalista venezuelano Daniel Parra para relatar o cenário devastador na Venezuela após o país ser atingido por dois fortes terremotos. Durante a entrevista, o correspondente detalhou o clima de consternação nacional e a magnitude inédita do desastre geológico que surpreendeu a população. De acordo com o profissional, a tragédia começou no fim da tarde do dia 24 de junho e o balanço mais recente já aponta para um cenário crítico de destruição generalizada, transformando a rotina do país em uma corrida contra o tempo para salvar vidas em meio aos escombros.

Venezuelano detalha terremotos que abalaram o país: ""Pior da história moderna"
Foto: Getty Images

Magnitude inédita

O evento consistiu em dois tremores principais, de magnitude 7.5 e 7.1, com epicentro a cerca de 200 quilômetros da capital, Caracas, seguidos por várias réplicas que continuaram a assustar os moradores durante a madrugada. Parra explicou que, embora os geólogos apontem a presença de duas falhas tectônicas ativas que atravessam o território, um abalo dessa intensidade é completamente inédito na história moderna do país, superando de longe o último evento de menor intensidade registrado em 2018. O próprio jornalista venezuelano relembrou o susto inicial ao testemunhar o fenômeno em sua região, destacando o papel da tecnologia no momento do desastre: “Eu estava assistindo a um jogo entre Brasil e Escócia quando recebi um alerta de terremoto do Google em meu celular; o tremor começou quase simultaneamente ao aviso”, relatou.

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Venezuelano detalha colapso

A destruição severa concentrou-se no litoral central, especialmente na zona de La Guaira, onde o principal aeroporto da nação sofreu danos críticos em sua estrutura e precisou ser fechado imediatamente. O colapso do terminal aéreo forçou as companhias a desviarem voos para aeroportos alternativos, complicando drasticamente a logística e a chegada de ajuda humanitária. Em meio às perdas humanas, o jornalista compartilhou episódios trágicos que abalaram a opinião pública, como o desabamento de um hotel que vitimou familiares de atletas conhecidos do futebol e do beisebol local. O venezuelano confirmou a gravidade da situação humanitária ao apontar que “o número de vítimas fatais já ultrapassa 580 pessoas”, contabilizando precisamente 589 mortos e milhares de feridos até o momento. 

Apoio internacional

Diante do colapso das rotas internas e da deterioração das vias de comunicação que atrasam a reação governamental, uma forte rede de solidariedade civil e internacional começou a se desenhar. Países vizinhos e aliados se mobilizaram rapidamente, com destaque para a atuação do Brasil, que enviou uma aeronave C-130 com 80 bombeiros, equipamentos especializados de resgate e um hospital de campanha do Exército. Além do suporte enviado por nações como Estados Unidos, Espanha, Chile e México, o jornalista ressaltou que a própria sociedade civil e grupos de famílias estão se organizando de forma voluntária para distribuir insumos básicos aos necessitados, representando a principal força de esperança para localizar sobreviventes e reerguer as comunidades afetadas.