A VII Mostra da Viticultura vendeu mais de duas toneladas de uva durante a feira realizada na quinta-feira (29) e sexta-feira (30), na Praça Zeca Netto, em Camaquã. Os números são preliminares e se referem às vendas diretas dos sete produtores da Associação dos Fruticultores de Camaquã, conforme levantamento da Emater.

De acordo com os dados apresentados pela Emater, foram comercializados 2.250 quilos de uva in natura ao longo dos dois dias do evento. O volume representa mais que o dobro do registrado na edição anterior, quando as vendas somaram 1.085 quilos.
Entre as variedades ofertadas estiveram uva bordô, niágara branca, niágara rosada e a tradicional uva preta. O balanço oficial ainda pode ser revisado, com possibilidade de elevação nos números.

Produtos derivados também registram alta procura
Além da uva in natura, os produtores venderam itens derivados, todos de produção artesanal, característica da cadeia produtiva local. Os resultados preliminares de 2026 indicam:
- Uva in natura: 2.250 quilos
- Suco integral de uva: 410 litros
- Cucas: 670 unidades
- Vinhos: 90 garrafas
- Espumantes: 48 garrafas

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Clima e assistência técnica impulsionam a produção
O aumento da oferta está diretamente ligado à combinação de clima favorável e assistência técnica contínua. Segundo os produtores, o inverno mais rigoroso contribuiu para o desenvolvimento das videiras e para uma frutificação mais uniforme.
O presidente da Associação dos Fruticultores de Camaquã, Mateus Osterberg, explicou que a produtividade média da safra foi elevada e cada videira está produzindo cerca de 20 quilos de uva nesta safra.

Apoio técnico especializado fortalece a viticultura
Além do acompanhamento da Emater, os produtores receberam assistência técnica do enólogo Tauê Hamm, contratado com recursos da Secretaria Municipal de Agricultura. O trabalho incluiu orientações sobre manejo, colheita e padronização da produção.
A produtora Márcia Bugs informou que a Quinta Monte Castelo deve colher entre 25 e 30 toneladas de uva nesta safra, um dos maiores volumes já registrados pela propriedade.
Município atua no escoamento da produção excedente
Em entrevista à Rádio Acústica FM, o secretário de Agricultura, Rogério Duarte, afirmou que o município estuda a renovação do contrato com o enólogo e atua para garantir o escoamento da produção excedente.
Segundo o secretário, parte da uva produzida em Camaquã está sendo direcionada para cooperativas de municípios vizinhos, como Sertão Santana, ampliando as possibilidades de comercialização e evitando perdas.




