O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou a viagem oficial que faria ao município de Rio Grande, prevista inicialmente para o dia 7 de janeiro. O motivo do reagendamento é a necessidade de conclusão da documentação para a assinatura de contratos do Polo Naval. Segundo o deputado federal Paulo Pimenta (PT), a expectativa é que a agenda seja cumprida na segunda quinzena do mês, quando os trâmites burocráticos devem estar finalizados.

Lula pretende tratar da retomada da indústria naval no sul do RS
A visita de Lula tem como foco principal a retomada da indústria naval na região. O presidente deve assinar contratos para a construção de cinco novos navios cargueiros pela Petrobras, empresa estatal de petróleo. A iniciativa faz parte de um esforço do governo federal para revitalizar um setor que, em 2010, empregava 83 mil pessoas no Brasil e viu esse número cair para 15 mil em 2023. Atualmente, o contingente de trabalhadores na área está em cerca de 50 mil.
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Além dos anúncios para o Polo Naval, a agenda prevê investimentos significativos em infraestrutura e serviços básicos na Metade Sul do Estado. Em Rio Grande, está programada a entrega de 1.276 unidades habitacionais do Residencial Junção, pelo programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. O projeto, que enfrentou entraves burocráticos desde 2013, entra agora em fase final de conclusão com ajustes nas redes de água e esgoto para beneficiar centenas de famílias.
O roteiro presidencial deve se estender aos municípios vizinhos de Pelotas e São Lourenço do Sul. Para os pelotenses, são esperados dois grandes investimentos na área da saúde. Já em São Lourenço do Sul, o foco está na infraestrutura rural. O prefeito Zelmute Marten (PT) aguarda a liberação de recursos da Defesa Civil Nacional para substituir pontes de madeira por estruturas de concreto, após incidentes recentes causados pela deterioração das antigas passagens.
Embora a ex-presidente e atual líder do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, estivesse cotada para integrar a comitiva original, sua presença no novo cronograma ainda não foi confirmada. O governo projeta que, com a operação de novos estaleiros e a construção de 20 embarcações de transporte de combustível em Rio Grande, o setor naval brasileiro ultrapasse a marca de 80 mil empregos diretos até o final de 2026.



