Na manhã desta sexta-feira (23), o programa Primeira Hora recebeu a ginecologista e obstetra Dra. Taismara Riboriski para tratar do workshop de conscientização do Outubro Rosa promovido em Tapes pela farmácia Panvel, em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer. Durante a entrevista, a médica enfatizou que a mobilização de outubro deve funcionar como um alerta para hábitos de saúde que precisam ser mantidos ao longo de todo o ano, sem esperar o aparecimento de sintomas aparentes para buscar atendimento médico. A especialista destacou que a busca ativa por exames de rotina garante o rastreio e o diagnóstico precoce do câncer de mama, de colo do útero, de pele e colorretal, possibilitando tratamentos menos agressivos e aumentando significativamente as chances de cura.

Estilo de vida, hábitos alimentares e redução dos fatores de risco
Ao analisar a influência dos fatores genéticos no desenvolvimento de tumores, a ginecologista ponderou que o histórico familiar aumenta o risco, mas ressaltou que as escolhas diárias e o estilo de vida desempenham papel determinante na proteção do organismo. A médica alertou sobre a relação direta entre o consumo de bebidas alcoólicas e o surgimento de neoplasias, desmistificando a ideia de que haveria uma quantidade isenta de danos para as mulheres. Paralelamente, a Dra. Taismara incentivou a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de uma alimentação equilibrada como estratégias fundamentais indicadas pela comunidade médica para reduzir a incidência da doença. “O histórico familiar agrega risco, mas os hábitos falam muito a favor. Em relação ao câncer de mama, não existe uma dose de álcool segura; tudo o que falamos de ingestão de bebida alcoólica para as mulheres envolve aumento de risco. Os mastologistas abordam bastante a prática de atividade física como forma de prevenção”, explicou a convidada no ar.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Mamografia a partir dos 40 anos e diagnóstico por microcalcificações
Em relação às diretrizes dos exames de imagem, a médica esclareceu a importância da atualização do Ministério da Saúde, que passou a recomendar o início do rastreamento mamográfico a partir dos 40 anos de idade. A especialista explicou as diferenças técnicas entre a mamografia e a ecografia mamária, ressaltando que, apesar do desconforto na realização, a mamografia permanece como o recurso mais eficaz para a identificação precoce de alterações mínimas. A ultrassonografia, por sua vez, atua como um exame complementar para detalhar a localização e o tamanho de nódulos ou lesões já suspeitas. “Em questão de rastreamento, a mamografia é um exame melhor, apesar de ser mais desconfortável, porque detecta alterações que na ecografia a gente não observa, como microcalcificações. A ecografia é um exame aliado quando temos uma suspeita, mas para rastreamento a mamografia é o exame mais indicado”, orientou.
Engajamento comunitário e apoio contínuo à saúde da mulher
A convidada valorizou a união entre a iniciativa privada e as entidades voluntárias para levar conhecimento acessível à população da Região Centro-Sul. Ao elogiar a atuação da Liga Feminina de Combate ao Câncer em Tapes e na região, a Dra. Taismara reforçou a necessidade de aproximar os profissionais de saúde dos espaços comunitários cotidianos, como as farmácias, facilitando o esclarecimento de dúvidas e incentivando o autocuidado contínuo das mulheres. “A gente aproveita o mês para lembrar de que o cuidado tem que acontecer durante o ano inteiro. A parceria com a Liga e as ações na comunidade são essenciais para reforçar a prevenção constante e o acompanhamento médico adequado”, concluiu a especialista.



