A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava um homem de 42 anos acusado de fingir ter câncer para arrecadar doações pelas redes sociais. Ele está em prisão preventiva, medida cautelar que o mantém encarcerado até o julgamento, e teve o bloqueio de seus bens solicitado.

Segundo o relatório policial, o atestado médico usado pelo suspeito era falsificado. Sem diagnóstico real, as doações teriam sido gastas em despesas pessoais. O inquérito foi remetido ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferta de denúncia.
Golpe era praticado com o uso de documentos adulterados
Morador de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o homem usou o documento adulterado para dar aparência de legitimidade à doença inventada. Com publicações diárias, ele buscava atrair simpatizantes e angariar fundos em plataformas online.
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A investigação aponta crimes de estelionato (fraude), falsificação de documento público e uso de documento falso. Em seu histórico criminal, há registro de porte ilegal de arma de fogo. Autoridades não identificaram até agora envolvimento de outras pessoas na articulação do esquema.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) analisou o laudo e confirmou sua falsidade. Ao longo da apuração, foram colhidos posts, vídeos e depoimentos que mostravam o suspeito apresentando-se como paciente oncológico em tratamento de quimioterapia.
Ele combinava relatos pessoais com imagens de hospitais para dar verossimilhança à narrativa. A polícia examina se terceiros auxiliaram na divulgação da campanha. Até agora, não há provas de que mais alguém tenha participado diretamente do golpe.
Em paralelo, o delegado responsável constatou que o homem também se passava por policial. Ele instalou um giroflex — dispositivo de luz rotativa usado em viaturas — em seu carro particular e ostentava um distintivo semelhante ao da Polícia Civil. No início do mês, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência, ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo. Na casa, foram apreendidos uniformes da Polícia Civil, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. O material foi encaminhado ao setor de perícia para verificar a origem e o uso das insígnias.




