Crueldade

Preso suspeito de espalhar pedaços de mulher em Porto Alegre

Ele já havia sido condenado por matar e ocultar o corpo da própria mãe em um armário

Um homem de 66 anos, suspeito de deixar o tórax de uma mulher em uma mala no guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre, foi preso na noite de quinta-feira (4) por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele já havia sido condenado, em 2018, por matar a mãe de 76 anos com 13 facadas e ocultar o corpo em um armário no bairro Mont’Ser-rat.

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Suspeito teve a prisão preventiva decretada pela justiça

A Justiça decretou prisão preventiva, medida que mantém o suspeito detido até o julgamento, e a Polícia Civil não divulgou oficialmente seu nome. Com a captura, as autoridades iniciaram o processo de identificação da vítima, cujo tórax foi encontrado em 1º de setembro. A investigação agora busca esclarecer a sequência de eventos e confirmar se há ligação entre os casos.

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Os investigadores chegaram ao suspeito por meio de imagens de câmeras de segurança registradas no dia em que a mala foi deixada no guarda-volumes. Nas filmagens, ele aparece usando boné, máscara cirúrgica e luvas — precauções para não ser reconhecido. A mala permaneceu no local por 12 dias até ser encontrada por funcionários na manhã do dia 1º.

Em 13 de agosto, foram achados membros superiores e inferiores em um terreno no bairro Santo Antônio, na zona leste de Porto Alegre, sem dedos, o que impediu a identificação por impressões digitais. A perícia, exame técnico para investigar vestígios, confirmou que essas partes e o tórax pertencem à mesma pessoa.

O suspeito estava em liberdade após cumprir parte da pena pelo homicídio da mãe, mas voltou ao noticiário criminal ao ser detido novamente. Durante a operação, a Polícia Civil não forneceu detalhes sobre mandados de busca ou outras apreensões relacionadas.

Até o momento, não há informações sobre cúmplices ou envolvimento de terceiros no desmembramento. As autoridades mantêm sigilo sobre aspectos da apuração para não comprometer as diligências. O inquérito prossegue para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.

Peritos estranham a precisão dos cortes no corpo, típicos de quem domina técnicas de dissecção, embora não exista registro de formação médica ou experiência semelhante no histórico do acusado. A partir de nova perícia, a polícia pretende determinar a causa exata da morte e investigar eventuais conexões com outros casos de violência na região.

Tags: investigação, Polícia, Porto Alegre, Preso, Suspeito