Saúde

Urologista Renan Lemos alerta para os riscos dos cálculos renais e da obstrução urinária

Cerca de 20% da população já convive com essa condição, embora na maioria dos casos o problema se apresente de maneira silenciosa, sendo descoberto acidentalmente em exames de rotina

Em entrevista, ao programa Primeira Hora desta segunda-feira (08), o urologista Renan Lemos falou sobre a prevalência, os sintomas e as opções de tratamento para os cálculos renais, popularmente conhecidos como “pedras nos rins”. Segundo o médico, cerca de 20% da população já convive com essa condição, embora na maioria dos casos o problema se apresente de maneira silenciosa, sendo descoberto acidentalmente em exames de rotina.

Urologista Renan Lemos alerta para os riscos dos cálculos renais e da obstrução urinária
Urologista Renan Lemos alerta para os riscos dos cálculos renais e da obstrução urinária. Foto: Alice Campos | Acústica FM

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“Grande parte dos cálculos são assintomáticos, permanecendo no rim sem causar dor até migrarem para o ureter, onde a obstrução gera a temida cólica renal”, explica o especialista.

Causas, sintomas e fatores de risco

O urologista detalhou que os cálculos renais podem surgir por diversos fatores, sendo o componente genético o principal. Também ressaltou que esteja ligado ao estilo de vida: a obesidade, a alimentação inadequada e a baixa ingestão de líquidos – recomenda-se, em média, cerca de 2 litros diários – podem aumentar o risco.

“A pedra, enquanto flutua no interior dos rins, geralmente não causa dor. O problema surge quando ela chega aos ureteres e obstrui o fluxo de urina, desencadeando uma dor excruciante”, afirma.

Lemos ressaltou que a cólica renal é frequentemente acompanhada de sintomas como náusea e vômito, características que ajudam a diferenciar dos quadros de dores na coluna, as quais costumam ser progressivas e facilmente aliviadas com mudanças de posição.

Tratamento e intervenção cirúrgica

Para cálculos que ultrapassam 1,5 cm, mesmo em ausência de sintomas, a cirurgia é indicada preventivamente para evitar danos mais graves ao rim. Em outros casos, como em pacientes assintomáticos que apresentam infecções recorrentes – devido à formação de biofilme na pedra – a intervenção também se mostra necessária para interromper um ciclo nocivo.

Existem diversas técnicas de tratamento atualmente, que vão desde procedimentos menos invasivos, como o laser e a litotripsia extracorpórea, até intervenções mais complexas, como a nefrolitotripsia percutânea para cálculos de maior dimensão. “Cada caso é único, e a escolha do procedimento depende do tamanho, da localização e das características da pedra, além do estado clínico do paciente”, pontua o especialista.

O risco da obstrução e a importância do diagnóstico precoce

Outro tema abordado foi a obstrução urinária global, que pode ocorrer com o bloqueio dos dois rins. No entanto, o Dr. Renan esclareceu que, em situações onde apenas um rim está comprometido, o outro pode manter a função urinária, o que muitas vezes atrasa o reconhecimento da gravidade do quadro.

“É importante que o paciente não ignore os sinais, pois a permanência do cálculo pode levar a infecções graves, com risco de se desenvolver um coma urêmico ou até mesmo a necessidade de diálise”, alerta.

Ainda na entrevista, o especialista enfatizou a vantagem do acompanhamento contínuo e o papel dos exames de imagem na correta avaliação do problema, que ajudam a diferenciar a cólica renal da dor de origem musculoesquelética ou de outros órgãos, como a vesícula biliar.

Conclusão do urologista Renan Lemos

Dr. Renan Lemos finalizou enfatizando que o cuidado preventivo é a melhor estratégia para evitar complicações graves. “Para aqueles que já possuem histórico de cálculos renais, a prevenção através da hidratação adequada, mudanças na alimentação e monitoramento médico regular pode ser decisiva para prevenir crises severas e a necessidade de intervenções cirúrgicas de emergência”, concluiu.

 

Tags: Cálculos renais, Saúde