Um gesto discreto com as mãos pode salvar vidas de mulheres vítimas de violência doméstica. Criado pela organização Canadian Women’s Foundation, o Signal for Help (Sinal por ajuda) surgiu durante a pandemia de covid-19 e desde então passou a ser usado em diferentes países como forma silenciosa de pedir socorro em situações de risco.

O gesto é realizado em três etapas:
- A vítima mostra a palma da mão aberta, voltada para fora.
- Em seguida, dobra o polegar para dentro.
- Por fim, fecha os demais dedos sobre o polegar, simbolizando a sensação de estar presa.
A sinalização deve ser feita de forma discreta para alguém de confiança que possa acionar a polícia ou prestar apoio imediato.
No Brasil, casos de violência podem ser denunciados à Brigada Militar, pelo telefone 190, ou à Polícia Civil, pelo Disque Denúncia 181.
Rede de proteção no Rio Grande do Sul
O Estado tem ampliado ações de combate à violência contra a mulher, combinando tecnologia, fiscalização e apoio especializado. Entre as principais medidas estão:
Desde abril, vítimas podem solicitar medidas protetivas pela internet, via celular ou computador. Foram registrados 3.008 pedidos online desde o lançamento da ferramenta.
Novas unidades de Delegacias da Mulher e Salas das Margaridas foram inauguradas, com reforço no efetivo, terminais de autoatendimento e espaços humanizados para atendimento às vítimas.
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Criadas em 2012, as Patrulhas Maria da Penha fiscalizam o cumprimento das medidas protetivas e oferecem acompanhamento às mulheres. Entre janeiro e julho de 2025, foram 40.753 visitas realizadas, com 134 prisões por descumprimento de medida.
Monitoramento de agressores
Atualmente, 498 agressores usam tornozeleira eletrônica e 485 mulheres estão conectadas a aplicativos de alerta em tempo real, que emitem avisos automáticos caso haja aproximação indevida.

Um termo de cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria da Saúde facilita o compartilhamento de informações, agilizando atendimentos e reforçando a rede de proteção.
Combate à violência doméstica
Especialistas ressaltam que o gesto simbólico não substitui a denúncia, mas amplia as formas de pedir ajuda em silêncio. A combinação de campanhas de conscientização com políticas públicas tem sido apontada como essencial para reduzir os índices de violência contra mulheres no Estado.




