SEGURANÇA

Gesto simples pode ajudar mulheres a pedirem socorro em casos de violência doméstica

Sinal com as mãos já ajudou mulheres a escaparem de situações de risco em diferentes países

Um gesto discreto com as mãos pode salvar vidas de mulheres vítimas de violência doméstica. Criado pela organização Canadian Women’s Foundation, o Signal for Help (Sinal por ajuda) surgiu durante a pandemia de covid-19 e desde então passou a ser usado em diferentes países como forma silenciosa de pedir socorro em situações de risco.

Gesto simples pode ajudar mulheres a pedirem socorro em casos de violência doméstica. Foto: Luís André/Secom.
Gesto simples pode ajudar mulheres a pedirem socorro em casos de violência doméstica. Foto: Luís André/Secom.

O gesto é realizado em três etapas:

  1. A vítima mostra a palma da mão aberta, voltada para fora.
  2. Em seguida, dobra o polegar para dentro.
  3. Por fim, fecha os demais dedos sobre o polegar, simbolizando a sensação de estar presa.

A sinalização deve ser feita de forma discreta para alguém de confiança que possa acionar a polícia ou prestar apoio imediato.

No Brasil, casos de violência podem ser denunciados à Brigada Militar, pelo telefone 190, ou à Polícia Civil, pelo Disque Denúncia 181.

Rede de proteção no Rio Grande do Sul

O Estado tem ampliado ações de combate à violência contra a mulher, combinando tecnologia, fiscalização e apoio especializado. Entre as principais medidas estão:

Desde abril, vítimas podem solicitar medidas protetivas pela internet, via celular ou computador. Foram registrados 3.008 pedidos online desde o lançamento da ferramenta.

Novas unidades de Delegacias da Mulher e Salas das Margaridas foram inauguradas, com reforço no efetivo, terminais de autoatendimento e espaços humanizados para atendimento às vítimas.

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Patrulhas Maria da Penha, da Brigada Militar, fiscalizam se as medidas protetivas de urgência estão sendo cumpridas. Foto: Soldado Brenda/PM5.
Patrulhas Maria da Penha, da Brigada Militar, fiscalizam se as medidas protetivas de urgência estão sendo cumpridas. Foto: Soldado Brenda/PM5.

Criadas em 2012, as Patrulhas Maria da Penha fiscalizam o cumprimento das medidas protetivas e oferecem acompanhamento às mulheres. Entre janeiro e julho de 2025, foram 40.753 visitas realizadas, com 134 prisões por descumprimento de medida.

Monitoramento de agressores

Atualmente, 498 agressores usam tornozeleira eletrônica e 485 mulheres estão conectadas a aplicativos de alerta em tempo real, que emitem avisos automáticos caso haja aproximação indevida.

Medida garante rastreamento de agressores para evitar que se aproximem de vítimas amparadas por medidas protetivas. Foto: Divulgação SSP.
Medida garante rastreamento de agressores para evitar que se aproximem de vítimas amparadas por medidas protetivas. Foto: Divulgação SSP.

Um termo de cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria da Saúde facilita o compartilhamento de informações, agilizando atendimentos e reforçando a rede de proteção.

Combate à violência doméstica

Especialistas ressaltam que o gesto simbólico não substitui a denúncia, mas amplia as formas de pedir ajuda em silêncio. A combinação de campanhas de conscientização com políticas públicas tem sido apontada como essencial para reduzir os índices de violência contra mulheres no Estado.

Tags: Maria da Penha, Rio Grande do Sul, SEGURANÇA