Na última quinta-feira, 18 de setembro de 2025, a Câmara de Vereadores de Canguçu foi palco de uma audiência pública que reuniu lideranças políticas, entidades e a comunidade local. O objetivo foi debater o futuro da concessão do Polo Rodoviário de Pelotas, atualmente sob a gestão da Ecovias Sul, antiga Ecosul. A iniciativa partiu da Frente Parlamentar em Defesa de um Novo Modelo de Pedágio de Pelotas e Região Sul, liderada pelo deputado estadual Zé Nunes (PT), em parceria com a Câmara Municipal de Canguçu.

Audiência em Canguçu: novo modelo de pedágio em debate
A audiência buscou construir uma proposta alternativa ao contrato de concessão vigente há mais de 25 anos. A população e autoridades locais criticam o modelo atual, apontando tarifas abusivas e serviços deficientes, que contribuem para o aumento de acidentes. Zé Nunes apresentou dados que reforçam essas críticas: em 2024, a Ecovias Sul faturou R$ 640 milhões, com lucro líquido de R$ 147,6 milhões, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior. A rentabilidade de 23% resultou em R$ 183 milhões distribuídos a acionistas, pagos pela população da região.
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A importância de ouvir os municípios impactados, como Canguçu, Morro Redondo, Santana da Boa Vista e Piratini, foi destacada. As contribuições coletadas serão incluídas em um relatório a ser finalizado em outubro e enviado aos órgãos competentes, visando um modelo de pedágio mais justo. Parlamentares presentes também expressaram preocupações sobre a possível redução de receita e a falta de serviços médicos e de resgate durante o período sem concessão, riscos considerados graves para os municípios e usuários das rodovias.
O deputado Zé Nunes informou que o Ministério dos Transportes já recebeu o projeto de concessão elaborado pela Infra S.A., que está em fase de ajustes. A Secretaria de Transportes garantiu que o DNIT realizará audiências públicas entre outubro e novembro para discutir os próximos passos. Entre as propostas, está a construção de um viaduto na BR-392, próximo ao 4º distrito de Canguçu, para aumentar a segurança viária.
Ao final, Zé Nunes enfatizou que o objetivo não é rejeitar o modelo de concessão, mas buscar um equilíbrio que garanta investimentos adequados sem onerar a população.



